UOL Carros

28/02/2011

Venda em fevereiro cresce 15% em relação a janeiro

 

As vendas de carros e comerciais leves vão fechar fevereiro com mais de 250 mil unidades, superando em 15% as vendas diárias em janeiro e 13% as de fevereiro do ano passado.

A venda diária é melhor instrumento para medir o crescimento do mercado, pois há variações de dias úteis em cada mês. Até sexta-feira fevereiro registra vendas diárias de 12.577 unidades e esse número não deverá ter grande alteração somando-se as vendas de hoje.

Em janeiro as vendas diárias foram de 10.947 carros e em fevereiro do ano passado 11.124.

 
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Por Joel Leite às 15h23


25/02/2011

Aumento da carga tributária não atingiu o automóvel

O aumento da carga tributária brasileira cresceu significativamente em 2010, atingindo 35,04% do PIB, conforme anunciou ontem (24) o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT. O aumento da arrecadação foi de 5 pontos percentuais uma vez que há dez anos a carga tributária total era de 30,03%.

Mas o setor de automóveis não foi atingido diretamente pelo aumento dos impostos. Ao contrário, em alguns casos o imposto ficou menor.

 

O carro com motor 1.0, que representa metade das vendas no País, teve um aumento de 0,9 ponto percentual de 1997 a 2010, contra os 5% do aumento total. Já os demais segmentos: carros de 1.0 a 2.0 e o de luxo, tiveram carga tributária reduzida, conforme a Anfavea, a associação dos fabricantes de Veículos Automotores.

Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100hp recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.

Hoje - com os critérios alterados - o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga triburtária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36,9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex. 

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 15h36


Preços dos usados iniciam mais um ano em queda

Os preços dos usados começaram mais um ano em baixa, uma tendência iniciada com a crise econômica, no último trimestre de 2008, e que segue no mesmo ritmo. Em 2009 os usados tiveram uma queda de preço de 6,5%; no ano passado a redução passou de 5%.

Em janeiro os usados ficaram 0,13% mais baratos, conforme pesquisa Autoinforme/Molicar, que levantou os preços de 2.960 carros usados, modelos 2002 a 2010 comercializados no mercado brasileiro .

Apenas cinco marcas apresentaram aumento de preço no primeiro mês do ano, entre elas as três grandes. Os usados da Chevrolet subiram 0,67%, os da Volkswagen 0,24% e os da Fiat 0,15%. Os usados da Mitsubishi tiveram alta da 0,67% e os da Peugeot 0,20%.

Doze marcas tiveram queda de preço em janeiro (veja tabela).

Joel Leite
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Por Joel Leite às 13h06


24/02/2011

Jinbei é a marca chinesa com maior valor de revenda

A grande dúvida (ou pelo menos uma das grandes dúvidas) do consumidor em relação aos carros chineses é como ele vai se comportar em relação a valor de mercado. Afinal, a depreciação é um dos fatores que levam à decisão de compra, principalmente na base do mercado.

Ainda é cedo para dar um quadro da aceitação do carro chinês no setor de usados, pois eles estão há pouco tempo no mercado. Mas um levantamento feito pela Autoinforme, com preços cotados pela Molicar, mostra que uma marca já se destaca com bom valor de revenda.

A Jinbei, que comercializa as vans Topic, é a que tem o melhor desempenho no mercado. A versão Furgão, com motor 2.2, perde apenas 13,5% do preço após um ano de uso. E a van de passageiros, com a mesma motorização, perde 13,9%.

O estudo compara o preço do carro OK há um ano e o valor do mesmo modelo atualmente no mercado de usados.

A CN Auto, responsável pela comercialização da marca Jinbei, tem também a segunda marca menos depreciada entre os chineses, a Hafei, que aparece logo depois da Jinbei na lista de depreciação (veja tabela).

A Towner Baú, da Hafei, tem uma depreciação de 14,2% e a Towner picape perde15,5% depois de um ano de uso.

Logo a seguir, na quinta posição entre as quinze versões analisadas, aparece a Chana Family quatro portas, com motor 0.9 de 8v. O modelo tem uma depreciação de 16,6% em um ano.

Já a Picape Effa ULC 1.0 tem a maior depreciação entre os carros chineses vendidos no Brasil. Ela perde 22% do valor depois de um ano de uso. A marca é a mais depreciada. O modelo M100 de 4 portas com motor 1.0 também tem baixo valor de revenda: perde 21,7% do preço em um ano.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 13h27


23/02/2011

Álcool no tanque? Só no Mato Grosso

Não tenha dúvida: na hora de encher o tanque do seu carro flex, opte pela gasolina. Embora numericamente mais barato, o álcool tem desvatangem em relação à gasolina, pois o consumo é maior.

O correto é você fazer as contas todas as vezes em que vai abastecer: divida o preço do álcool pelo preço da gasolina. Se o resultado foi inferior a 0,70, ponha álcool; se for superior a 0,70, ponha gasolina.

Mas a Ticket Car, empresa de cartão de consumo de combustível, já fez as contas e concluiu que o uso do álcool é mais vantajoso financeiramente apenas no Mato Grosso. Em todos os demais estados pesquisados (veja tabela) é vantagem colocar gasolina no tanque.

A gasolina tem a desvantagem de poluir mais do que o álcool, mas a vantagem de oferecer maior autonomia, por isso muita gente opta pelo combustível do petróleo em caso de "empate".

Segundo a Ticket, na primeira quinzena de fevereiro o preço do combustível vegetal manteve-se, em média, a R$ 2,07 por litro em todas as regiões brasileiras.

No Distrito Federal e em mais 23 Estados o preço médio da gasolina é R$ 2,76 por litro. No Acre, Amapá e Roraima a pequena amostragem não permitiu fazer a cotação.

Joel Leite
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Por Joel Leite às 15h35


Vendas na Europa continuam em queda

As vendas de carros na Europa continuam caindo, mas num ritmo menor. Em janeiro o mercado teve uma queda de 0,9%, comparando-se com o mesmo mês do ano passado. A Volkswagen teve um aumento de 5%, contrariando a média do mercado, e continua liderando na região.

Países de grande volume de vendas como Itália, Espanha e Grã-Bretanha estão com as vendas em baixa. Na Itália houve uma redução de 20,7%; na Espanha a queda foi de 23,5% e na Grã-Bretanha houve uma redução de 11,5%.

A Volkswagen é líder disparada com vendas de 127.885 veículos no mês. A segunda colocada é a Renault, com 88.406 unidades e queda de 9,5% em relação a janeiro de 2010.

Veja abaixo o ranking de montadoras e de carros na Europa

  MarcaJan_11Jan_10Evolução 
Volkswagen127,885121,794+5.0%
Renault88,40697,692-9.5%
Ford86,43894,385-8.4%
Peugeot79,37780,694-1.6%
OPEL/VAUXHALL72,90268,286+6.8%
Citroën66,06868,75-3.9%
Fiat60,47180,535-24.9%
Toyota50,27457,294-12.3%
BMW46,99537,507+25.3%
AUDI46,90546,172+1.6%

 

ModeloJan_11Jan_10Evolução  
Volkswagen GOLF38,8639,602-1.9%
Volkswagen POLO28,88231,744-9.0%
Ford Fiesta27,01239,324-31.3%
Renault  CLIO25,52532,164-20.6%
Opel Corsa22,60823,036-1.9%
Opel ASTRA21,60320,242+6.7%
Peugeot 20720,74224,924-16.8%
Fiat PUNTO20,71827,915-25.8%
Ford Focus20,67320,489+0.9%
Renault Megane19,36920,531-5.7%

Fonte: Jato Dynamic

Por Joel Leite às 10h51


18/02/2011

Hilux é a picape com maior valor de revenda

Quem comprou uma picape Hilux zero quilômetro há um ano e quer vender hoje terá uma boa surpresa: o veículo foi o menos depreciado entre todas as picapes médias vendidas no Brasil.

O estudo feito pela AutoInforme/Molicar mostrou que a Hilux, depois de um ano de uso, ficou apenas 14,8% mais barata do que o modelo zero quilômetro. Tem portanto um bom valor de revenda, mesmo comparando com outros tipos de carros.

A média de depreciação no segmento das picapes é de 15,7%.

As versões da Hilux com maior valor de revenda são a SR 4X4 3.0 16v turbo a diesel e as SRV 3.0 turbo diesel. A 4X4 2.5 vem em seguida, com depreciação de 14,9%. Oito versões da Hilux estão na lista das dez menos depreciadas (veja tabela).

Além delas, destacam-se entre as "Dez Mais" a Mitsubishi L-200 Triton cabine dupla flex 3.5 4X4, e a Ford Ranger cabine dupla XLT 4X 3 com motor 2.3, ambas com índice de depreciação de 15,3%.

Outras versões da Ranger e algumas da S10 tiveram depreciação acima da média, conforme você pode ver na tabela.

Mas a maior parte das versões da S10, Mitsubishi e Ranger apresentaram um valor de revenda abaixo da média do segmento.

A Nissan Frontier foi a picape mais depreciada. Todas as suas versões, quatro, perdem de 17,5% a 17,8% depois de um ano de uso, e ocupam as quatro últimas posições do ranking.

Das 50 de picapes médias oferecidas no mercado brasileiro, 21 depreciaram menos do que a média do segmento, enquanto 27 perderam mais do que 15,7% depois de um ano de uso. Duas ficaram na média. 

Por Joel Leite às 11h22


17/02/2011

Versão duas portas deve elevar vendas do Uno

O Uno duas portas acaba de chegar ao mercado, o que deve incrementar a venda do modelo. A versão duas portas do Uno Vivace 1.0 flex é R$ 1.650,00 mais barata do que a quatro portas, uma diferença de preço que vai permitir trazer à marca um maior número de consumidores, atuais compradores de carros mais baratos, como o próprio Uno velho, e também consumidores de outras marcas. Também compradores de carros seminovos poderão ser migrados para o novo modelo.

Com isso, a Fiat espera ampliar as venda e, quem sabe, brigar de forma mais efetiva com o Gol pela liderança do mercado. No ano passado o Gol não perdeu por nenhum mês a liderança. Em janeiro, o carro da Volks tomou uma boa dianteira: vendeu 23.061 unidades, contra 16.913 do Uno. Desde o seu lançamento, em maio último, o Uno vendeu quase 100 mil unidades.

Agora o carro da Fiat oferece dez opções de compra: Vivace 1.0 flex 2 e 4 portas, Way 1.0 flex 2 e 4 portas, Attractive 1.4 flex 2 e 4 portas, Way 1.4 flex 2 e 4 portas e Sporting 1.4 flex 2 e 4 portas.

Veja os preços e compare as versões de duas e quatro portas

Vivace 1.0 Flex 2 portas - R$ 26.490,00
Vivace 1.0 Flex 4 portas - R$ 28.140,00

Way 1.0 Flex 2 portas - R$ 27.670,00
Way 1.0 Flex 4 portas - R$ 29.320,00

Attractive 1.4 Flex 2 portas - R$ 29.840,00
Attractive 1.4 Flex 4 portas - R$ 31.670,00

Way 1.4 Flex 2 portas - R$ 30.650,00
Way 1.4 Flex 4 portas - R$ 32.480,00

Sporting 1.4 Flex 2 portas - R$ 32.170,00
Sporting 1.4 Flex 4 portas - R$ 33.970,00

Por Joel Leite às 16h00


Esse carro é lindo! Quer dizer, eu acho esse carro lindo!

A sociedade costuma eleger as pessoas e as coisas mais belas, numa promoção que empolga os homens e os designers. Imagine que nesta semana a Good Design Awards - que prestigia os melhores projetos de design gráfico e de produto nos Estados Unidos - deu a uma lavadora de alta pressão da Electrolux, a Facile (desenvolvida no Brasil), o prêmio de melhor design em eletrodomésticos.

No setor de automóvel os prêmios são comuns. Recentemente o Citroën DS4 foi eleito o "O Mais Belo Carro do Ano" no 26º Festival Automobilístico Internacional de Paris. Olhe as fotos, veja se você concorda.

Se você concordar, é sinal de que compartilha da visão hegemônica de beleza. Afinal, não dá pra contestar um júri popular, como o que elegeu o carro pela internet. Mas se você não concordar, não se sinta sozinho. A beleza é um dos temas mais discutidos na filosofia, desde a Antiguidade. E, como todo pensamento filosófico, é inconclusivo.

O prêmio ganho pela Citroën é merecido. O carro é mesmo bonito. O conceito de beleza é que é discutível. O que é belo para um pode não ser para o outro. Portanto, o correto seria dizer: "Eu acho o carro bonito".A Kia batizou o Soul de "Carro Design", que recebeu informalmente outro apelido menos presunçoso, mas carinhoso: "Carro do Pateta". O carro tem um desenho forte, ousado, linhas quadradas, portanto arriscado em relação à massa dos consumidores.

O desenhista Claude Lobo, responsável pela criação do Ford Ka - ousado na época - revelou que a primeira informação que ele precisa para iniciar o desenho de um produto é saber quantas unidades o fabricante pretende vender. Se for um carro de massa, não pode fugir da linha tradicional. Ousadia não combina com o pensamento hegemônico, atende uma elite.Há alguns anos eu testava um Jaguar X-Type. Fui com minhas filhas, então com sete ou oito anos de idade, buscar no estacionamento "um carro muito bonito que o papai vai testar". Ao lado do imponente Jaguar estava uma Kombi. Adivinhe o que aconteceu? Elas foram alegres em direção à Kombi e se decepcionaram quando tiveram que passear de Jaguar. Confirmaram a eterna dúvida sobre beleza, discutida já pelos filósofos na Antiguidade: "o belo está na coisa ou no sujeito que o contempla?".

O bom gosto é apurado com o tempo (hoje as meninas riem da história da Kombi), mas a influência da publicidade é determinante. Assim como consegue transformar mentiras em verdades, a mídia e seus "formadores de opinião" podem transformar o feio em bonito e o brega em chique. 

Por Joel Leite às 12h38


15/02/2011

Harley-Davidson assume controle da marca no Brasil. E quer crescer.

O Brasil é parte da estratégica de crescimento global que a Harley-Davidson Motor Company apresentou hoje (15) em São Paulo, quando passa a assumir a importação e distribuição da marca no Brasil, tornando-se uma subsidiária.

A empresa planeja um crescimento de 40% até 2014 nas vendas fora dos Estados Unidos e para isso vai nomear entre 100 e 150 novas concessionárias em vários países nos próximos quatro anos.

Longino Morawski, diretor-superintendente Comercial da Harley-Davidson do Brasil, anunciou a inauguração de concessionárias nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte e disse que está planejando a nomeação de outras nos próximos meses, com o objetivo de criar uma rede para cobrir o mercado brasileiro.

"Estamos entusiasmados com a oportunidade que o Brasil representa para nossa empresa. Já demos importantes passos em direção ao desenvolvimento de uma rede de concessionárias que atenda às necessidades dos clientes e esteja alinhada aos padrões mundiais da empresa. Certamente, 2011 será um ano marcante na história da Harley-Davidson no Brasil", disse o dirigente. A Harley passa a assumir o controle da empresa no Brasil, que estava na mão do Grupo Izzo.

A preocupação da empresa nesse momento é atender o seu consumidor, por isso a ênfase é no Pós venda.

"Queremos oferecer ao consumidor brasileiro a qualidade que representa uma marca premium, como a nossa, disse Mark Van Genderen, vice-presidente da Harley-Davidson Motor Company América Latina. Longino reafirmou que a empresa pretende oferecer um atendimento de alta qualidade aos seus clientes. "Vamos reduzir de 15 para três dias a entrega de peças de reposição solicitadas nas concessionárias. Em São Paulo o tempo será ainda menor: o cliente terá a peça em 24 horas",disse.

A empresa vai abrir um centro de treinamento em São Paulo, na nova sede da Harley-Davidson do Brasil, no Morumbi, que será usado também para treinar técnicos de toda a América do Sul e terá um armazém de peças na região do Rodoanel.

A empresa vai abrir quatro concessionárias em São Paulo, duas no Rio e uma em Campinas, Goiânia, Curitiba, Brasília e Porto Alegre.

A fábrica de Manaus está sendo ampliada, mas mesmo antes da expansão toda a linha 2011 será produzida no Brasil, um total de 13 modelos, todos com freio ABS de série.

A expectativa da empresa é vender "um pouco mais" das quatro mil unidades comercializadas em 2010.

Por Joel Leite às 16h59


Serviços automotivos subiram 18,6% em 2010

O que ficou mais caro em 2010 para o motorista rodar com o seu carro e fazer a manutenção preventiva? O preço das peças, o seguro, o combustível, os serviços automobilísticos ou os impostos?

Os dados levantados para a composição da Inflação do Carro da Agência Autoinforme no ano passado mostram claramente que os serviços automobilísticos foram, de longe, os que ficaram mais caros. O aumento desse grupo da cesta itens foi de 18,6%, quase três vezes maior do que a Inflação do Carro no ano, de 7,5%.

Pelo menos três serviços tiveram aumentos bem acima da média: o estacionamento, a limpeza do bico injetor e a lavagem (lava rápido e lavagem completa). O que mais subiu foi o estacionamento: na média das duas modalidades (vaga por hora e vaga mensal), estacionar o carro ficou 24,% mais caro em 2010.

Observe no gráfico que o grupo serviços é o único que destoa do comportamento dos preços dos cinco grupos pesquisados. Esse grupo inclui também serviços como alinhamento, balanceamento, revisão, cambagem, mão de obra de oficina.

Os preços dos combustíveis tiveram fortes oscilações em 2010, caindo muito durante a safra do álcool, a partir de março, voltando a subir a partir de agosto e fechando o ano nos mesmos patamares da inflação. A gasolina manteve a estabilidade durante o ano; o álcool é que provocou oscilações. Mas no final, os combustíveis tiveram alta menor do que a Inflação do Carro, apenas 4,2%.

O grupo dos seguros (+4,8%) e das peças (+6,6%) também cresceram abaixo da media, enquanto os impostos tiveram queda de preço - deflação - em 2010: os impostos ficaram 7,9% mais baratos.

A Inflação do Carro é a variação do preço das peças, serviços, impostos, seguros e combustíveis que o motorista paga para andar com o carro e fazer a manutenção preventiva.

Inflação do Carro em 2010
ItemQuanto subiuQuanto representa na IC
Serviços18,6%25,3%
Peças 6,6%17,4%
Seguros 4,8%21,8%
Combustíveis 4,2%31,2%
Impostos  -7,9%4,3%
Fonte: AutoInforme  
Serviços que mais subiram em 2010
Estacionamento 24,0% 
Limpeza do bico injetor9,6% 
Lavagem9,3% 
Fonte: AutoInforme  

Por Joel Leite às 09h21


14/02/2011

Volks não sustenta liderança de vendas

 

Depois de fechar janeiro em primeiro lugar nas vendas internas, a Volkswagen perdeu a liderança que vinha mantendo até quinta-feira passada. Na sexta-feira a Fiat "virou", vendendo 2.924 unidades, contra 2.781 da rival. Assim, a empresa italiana fechou a semana com 24.663 unidades de carros e comerciais leves, contra 23.925 da Volkswagen no acumulado do mês.

As posições são frágeis, podem mudar até o fim do mês, mas tudo leva a crer que as baixas vendas da Fiat em janeiro foram resultado da antecipação de licenciamentos feita em dezembro. Com a normalização do mercado, a Fiat retoma á liderança que mantém há seis anos seguidos, e deve aumentar a diferença daqui para a frente. No acumulado dos nove primeiros dias úteis do mês, a Fiat tem 22,87% e a Volks 22,19%. A GM ainda não se recuperou da estratégia do rapel (prática de licenciamentos antecipados) e permanece com apenas 17,5% de participação.

As vendas em fevereiro estão crescendo 9,4% em relação a janeiro e 7,7% em relação a fevereiro de 2010, considerando as vendas diárias. 

Em fevereiro, foram vendidos 11.980 carros e comerciais leves por dia até sexta-feira. 

 

Por Joel Leite às 12h56


11/02/2011

Hyundai i30 é o hatch médio com melhor valor de revenda

 

O Hyundai i30 é o hatch médio com o melhor valor de revenda do mercado brasileiro. Estudo feito pela AutoInforme/Molicar mostrou que a versão GLS 2.0 16v com câmbio automático a gasolina é o carro que menos perde valor depois de um ano de uso.

Portanto, quem comprou o i30 fez o melhor negócio do ponto de vista financeiro no segmento: um ano após ter deixado a concessionária, ele perdeu apenas 13,9% do seu preço inicial. Nada mal para uma categoria onde a depreciação média chegou a 15,6% e alguns modelos tiveram o valor de revenda reduzido em até 18,4%, caso do Peugeot 307, o mais depreciado.

A outra versão do i30, com câmbio mecânico, é o segundo carro menos depreciado, com redução de apenas 14,2% do preço.

A baixa depreciação ocorre porque o i30 é um carro muito procurado no mercado, é novidade e um modelo com um ano de uso é ainda considerado "novo". Resta saber se esse bom valor de revenda permanecerá nos próximos anos. Observe que outro carro pouco depreciado, o Focus, também é novo no mercado. Ambos são os mais recentes lançamentos do segmento.

Além do Hyundai i30, o Focus, da Ford, e o Golf, da Volks, também tiveram baixa depreciação. Ambos têm versões na lista dos dez hatchs com o maior valor de revenda, perdendo menos de 15% após um ano de uso (veja a lista).

Todas as versões do Stilo perderam entre 16% e 16,5% no primeiro ano de uso. O Vectra, da GM, perdeu -16,9%, o Nissan Tiida 17% e o New Beetle ficou 17,4% mais barato um ano após ter deixado a concessionária.

No total, foram avaliados o comportamento de preço de 39 versões de hatchs médios vendidos no mercado interno. 

Por Joel Leite às 14h33


O estadunidense é antes de tudo um consumidor

Codoleezza Rice, a poderosa secretária de estado do ex presidente W. Bush, falou aos revendedores de automóveis dos Estados Unidos, reunidos no congresso da NADA - National Automobile Dalers Association, esta semana em São Francisco, Califórnia.

Não falou de carro, mas reafirmou a importância dos Estados Unidos serem a "polícia do mundo" e nessa condição fazer a "preservação da democracia", o que, para ela, é manter o "combate ao terrorismo" e ter o controle do mundo.

Disse que essa tarefa será difícil de realizar no Egito, "pois o governo, nesses trinta anos, não deu espaço para a criação de partidos fortes para construir uma democracia". Lembrou que apenas um partido emerge da crise política no país árabe, a Irmandade Muçulmana, insuficiente para, junto com o partido do ditador, construir uma democracia. "Uma democracia precisa de várias opiniões", disse, esquecendo que os Estados Unidos têm apenas dois partidos, pois nenhum outro além do democrata e do republicano tem representação no Congresso.

Codoleezza Rice também esqueceu de dizer que quem sustentou a ditadura de Hosni Mubarak nesses 30 anos foram os Estados Unidos, com investimento de U$ 1,3 bilhão anuais nas forças armada do Egito.

Mas emocionou a platéia formada de clara maioria republicana (e integrada por alguns concessionários brasileiros), quando falou da sua trajetória de menina pobre na colheita de algodão no Alabama até ocupar o segundo posto mais importante do mundo. Toda essa história por um cachê de U$ 150 mil.

A conferencista discursou no mesmo ritmo de animação que tomou conta do congresso dos revendedores de veículos. Stephen Wade, presidente da N.A.D.A., disse que acredita num aumento de mais de 10% nas vendas este ano. Acha que a crise são águas passadas, e que ela (a crise) só prosperou por causa do desânimo do consumidor, da falta de confiança por conta da redução de financiamentos, da perda do emprego.

Num país onde a cidadania se confunde com o poder de consumo, onde o consumo está em primeiro lugar, quando ele falta é a bancarrota. Não apenas a economia perde, mas também o mundo político. Reduziu o consumo, o partido no poder perde a credibilidade.

O nível de poupança, que mede o medo do consumidor, era de 3% e foi a 7% durante a crise econômica, ameaçando chegar a 9%. Hoje está em cinco, o que sinaliza a volta da confiança do cidadão-consumidor, que volta a comprar.

O que se percebe na postura dos revendedores estadunidenses é que não há nenhuma possibilidade do país reduzir o consumo ou mudar hábitos por conta de uma preocupação com redução de emissões ou proteção do meio ambiente.

Stephen Wade foi muito objetivo em relação a propalada era do carro elétrico, que se discute e planeja nos Estados Unidos e em todo o mundo: "Isso (o carro elétrico) tem um alcance restrito. Você acha que dá pra usar um carro elétrico lá no Grand Canyon? Sem grande autonomia? Nunca.

Por Joel Leite às 10h40


08/02/2011

EUA estão otimistas, mas crescimento será limitado

Os revendedores de veículos dos Estados Unidos estão comemorando a recuperação das vendas após o desastre provocado pela crise econômica, que levou ao fechamento de 1,5 mil concessionárias e derrubou o país da liderança mundial pela primeira vez na história. A retomada da liderança, mesmo provisória, em janeiro, animou os revendedores, que, apesar da esperança, não acreditam na volta do número histórico de concessionárias.

Stephen Wade, presidente eleito da NADA, a associação das concessionárias dos EUA - National Automobile Delears Association, que encerrou o seu congresso ontem, aqui em São Francisco, acha que os Estados Unidos caminha para a uma recuperação, depois de enfrentar dois anos difíceis. Ele faz uma previsão de vendas de 13 milhões de unidades este ano, ou seja, um crescimento de mais de 10% em relação a 2010, quando foram vendidos 11,5 milhoes de carros novos. O número foi menor do que o da China, que tornou-se líder de vendas no ano passado.

A previsão de Stephen Wade a médio prazo é chegar a 15 milhões de unidades em 2015, mas acha difícil o país voltar ao patamar dos 17 milhões de carros, o seu recorde histórico de vendas registrado em 2005. Na verdade, o novo presidente da NADA é até mais otimista do que os analistas do mercado estadunidense. Ele acredita que um dia o volume de vendas poderá ser retomado. Muita gente acha que nunca mais os Estados Unidos venderão tanto carro.

Stephen faz uma análise mais abrangente do comportamento do consumidor estadunidense e do impacto que a crise provocou no mercado:

Foi uma série de elementos que desencadearam a crise. O país vivia um clima antiterror, o que afetou o emocional do cidadão. Veio o desemprego, a redução do financiamento. O sujeito perdeu o financiamento da casa própria...

Hoje o consumidor tem esperança - disse o dirigente -, tem mais auto estima, acredita que a economia vai crescer e percebe que a economia está andando.

Joel Leite, de São Francisco, EUA

Por Joel Leite às 10h39


07/02/2011

China amplia vantagem sobre os EUA em vendas

Pelo jeito vai ser muito difícil algum país alcançar a China em vendas de veículos. O país fechou o ano de 2010 como lider disparado com crescimento de 35,1% em comparação com 2009, segundo dados da Jato Dynamics do Brasil. Com este crescimento os chineses ultrapassaram os 13 milhões de automóveis.

Em segundo lugar ficaram os Estados Unidos, com crescimento de 11,2% e pouco mais de 10 milhões de vendas. O Japão cresceu 7,5% e vendeu menos de 5 milhões de veículos. É bom lembrar que nestes números, os dados chineses são apenas para carros de passeio enquanto nos demais países estão incluídos os comerciais leves.

O Brasil ficou com a quarta colocação alcançada em agosto, com aumento de 10,5% nas vendas. A Alemanha teve queda de 21,9% e ficou em quinto lugar. O Reino Unido, oitavo colocado, cresceu 3,3%.

A Itália continuou com o seu mercado em queda. No ano passado as vendas foram 8,4% menores. Os demais países do BRIC, Rússia e Índia, tiveram alta de 30,3% e 34,2% respectivamente.

Luiz Carlos Augusto, diretor superintendente da Jato Dynamics do Brasil, diz que "a China se consolida em 1º lugar e Brasil assume a 4ª posição. O mais interessante é que o bloco BRIC se fortalece e podemos ter já em 2011 a Índia em 5º lugar e a Rússia em 8º, demonstrando que os países emergentes estão cada vez mais maduros e com desenvolvimento bem estruturado e forte". 

Por Joel Leite às 10h23


Acordo com EUA vai incrementar setor de distribuição

A Fenabrave, entidade que reúne os concessionários brasileiros, assinou ontem (6) em São Francisco, EUA, um acordo com a NADA, National Automobile Dealers Association (a associação congênere estadunidense), que vai permitir otimizar o desempenho financeiro e administrativo dos seus filiados. O acordo permitirá à Fenabrave utilizar um sistema de consolidação de informações que serão usadas para medir o desempenho das empresas e realizar mudanças necessárias para melhorar a gestão.

O sistema consiste em reunir concessionárias de marcas e portes semelhantes em grupos de até 20 unidades, no chamado Grupo Dos Vinte, uma experiência que o mercado estadunidense tem vivido há mais de 50 anos e que no Brasil já existe com outros nomes, mas restrita a algumas associações de marca. Com a assinatura do acordo com a NADA, todas as concessionárias das associações de marcas filiadas à Fenabrave terão a oportunidade de participar da experiência. Os dados das empresas serão registrados pela própria concessionária diretamente no site da NADA, nos Estados Unidos. A concessionária terá acesso as suas informações e às informações consolidadas do seu grupo, bem como o desempenho médio do setor. Duas vezes por ano as concessionárias se reunirão para troca de experiência.

Todas as informações que contêm no balanço das empresas serão processadas, como venda de novos, venda de usados, preços, pós venda, oficina, financiamento, serviços etc.

Uma Equipe da NADA irá ao Brasil ainda no primeiro trimestre para coordenar a implantação do sistema. O início da operação será no segundo trimestre de 2011.

Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, que assinou o acordo com o presidente eleito da NADA, Stephen Wade, disse que o novo compromisso vai trazer benefícios ao setor, vai fazer com que os empresários da distribuição consigam obter maior rentabilidade nos vários segmentos que atuam.

Joel Leite, de São Francisco, EUA

Por Joel Leite às 09h57


03/02/2011

Comprou L200 Triton,Celta ou Prisma 2011? Dançou. O seu carro já está velho

Você comprou uma picape Mitsubishi L200 Triton 2011? Parabéns, é um belo carro. Mas desculpe lhe informar: o seu carro já está "velho". A Mitsubishi "envelheceu" o carro zero em um ano porque lançou, em janeiro, a linha 2012.

O mesmo fez a GM com o Celta e o Prisma. O sujeito que acabou de comprar um Celta modelo 2011 deve estar se sentido traído. E com razão, pois o seu carro "novo" ficou "velho". E ele vai perder dinheiro na hora da revenda.

Tanto a Mitsubishi quanto a GM não chegaram a produzir o modelo 2011 neste ano, de forma que as versões 2011/2011 desses carros não existem: apenas a 2010/2011 e a 2011/2012.

Cerca de 11,6 mil pessoas que compraram esses carros em janeiro e ficaram na mão. Foram 8.197 compradores de Celta, 2.913 de Prisma e cerca de 500 da picape Triton.

Em todos os carros houve mudança na linha, mais uma razão para o comprador do 2011 ficar indignado. A picape L200 Triton tem agora volante (versões Flex e HPE diesel) com comandos de áudio e controlador de velocidade, dispositivo automático de diagnóstico de funcionamento do sistema de emissões (OBD) na versão flex. A linha 2012 tem também uma versão nova, a X-Bed, com caçamba estendida.

As mudanças no Celta e no Prisma também foram superficiais: grade nova e detalhes nos faróis e na traseira, mas o documento "2012" vai fazer o carro valer pelo menos 10% a mais do que o 2011 na hora da revenda.

Não é a primeira vez que uma marca se antecipa de forma agressiva no lançamento do ano modelo, situação que, afinal, está dentro da lei: no Brasil o modelo do ano seguinte pode ser comercializado desde janeiro.

Mas, é preciso reconhecer, é uma estratégia que prejudica o consumidor. Explica-se: quem comprar o modelo 2012 hoje vai levar vantagem, pois ficará durante dois anos com o carro "novo". Mas quem acabou de comprar o modelo 2011 será prejudicado. Além disso, ainda que o 2012 não tenha nenhuma mudança, o 2011 vai valer menos na hora da troca, daqui a três ou quatro anos.

Essa prática é nociva para o consumidor, mas cada vez mais usada. Antigamente a linha do ano seguinte começava a ser colocada no mercado em outubro ou novembro. Aos poucos as montadoras foram antecipando a data: quando um carro era lançado no meio do ano, já era batizado com o ano modelo do ano seguinte. Mais recentemente isso passou a acontecer logo no primeiro trimestre e em 2008 a Ford "inaugurou" a linha do ano seguinte com 12 meses de antecedência: lançou o Ka 2009 em janeiro daquele ano. Hoje, se você for comprar um Ka 2009, não saberá se está comprando um carro com dois ou três anos de uso.

Pelo menos 13 modelos já eram linha 2011 em fevereiro do ano passado: C3, Ecosport, Mégane sedã, perua Mégane, Saveiro Cross, Jumper, Xsaxa Picasso, Ducato, Astra hatch, Classic, 207 hacth, 207 Passion e Corolla. O mesmo deve ocorrer este ano. Como se vê, a antecipação do ano-modelo não é estratégia de uma ou outra montadora. Virou mania, é regra, atrapalhando o mercado e prejudicando o consumidor da própria marca, que se sente lesado.

Em outros países, como na Argentina, existe um controle maior sobre lançamentos da linha do ano seguinte. Isso só pode ser feito a partir de julho e a mudança de linha só pode ocorrer após um ano. No Brasil, a mudança pode ocorrer a qualquer tempo, a qualquer prazo (sem respeitar os 12 meses do ano-modelo) e mesmo que o carro não tenha qualquer modificação.

Então, na hora de comprar, atente para algumas dicas.

Carro zero km: informe-se sobre a chegada da linha nova. Em revistas, em sites de busca, com amigos...

Fique atento à orientação do vendedor. Lembre-se: ele quer vender o carro que está na loja. E, algumas vezes, ele não tem informação correta.

Mas se a concessionária tiver as duas linhas no estoque (2011 e 2012), peça pelo menos 15% de desconto para o 2011, porque ele vai valer menos na hora da revenda.

Carro usado: a dica para quem for comprar um carro usado é verificar a data da emissão da nota fiscal. Só assim você saberá a verdadeira "idade" do carro.

Por Joel Leite às 13h00


02/02/2011

"Espero não ter que fazer carro na China para vender no Brasil"

Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, não mostrou preocupação com o avanço das marcas chinesas no primeiro mês do ano (veja matéria). "É um player importante e de respeito. Os produtos são competitivos", disse o dirigente, que, no entanto, não acha que os carros chineses estão no "nível de maturidade" do carro brasileiro. "Não sei se o consumidor terá assistência técnica", provocou.

"Só tenho receio que aconteça com a indústria automobilística o que aconteceu com a indústria de calçados e de brinquedos. Espero não ter que produzir carro na China para vender no Brasil e assim ficar em condições de igualdade com os importadores", disse o representante dos fabricantes.

Belini lembrou que a industria automobilística brasileira fatura U$ 80 bilhões e arrecada U$ 37 bilhões de impostos. Em todo o setor tem 200 mil empresas e 1,5 milhão de trabalhadores, com um índice de nacionalização de 95%. 

Por Joel Leite às 13h01


Hafei e Chery desbancam Mercedes e BMW

 

Mas é no ranking das 15 marcas mais vendidas que estão as mais importantes mudanças neste ano de 2011. Duas marcas tradicionais do segmento de luxo, Mercedes-Benz e BMW, foram desbancadas por duas chinesas. A Mercedes, 14ª.colocada no ano passado, e a BMW, 15ª, não figuram mais na lista das 15 mais. No seu lugar entraram a Hafei e a Chery.

A Hafei fechou janeiro na décima quarta posição no ranking das marcas, com 992 unidades vendidas e 042% do mercado e a Chery vendeu 963, ficou em décimo quinto lugar e com 0,42% de participação. As duas desbancaram a Mercedes-Benz e a BMW.

Esse desempenho pode ser só o começo. Pelo menos seis importadoras chinesas prometem trazer muitas novidades este ano. Trinta modelos já estão planejados para chegar. As marcas que prometem o maior número de lançamentos são a Haima e a Chery, ambas com seis novidades.

A Haima lançará quatro modelos hatchs, de 1.0 a 1.8, um sedã com motor 1.8 de 16 válvulas e o utilitário esportivo Haima 7. A Chery, além de nova versão do Face e do Fulwin, sedã e hatch, vai trazer o míni QQ.

A Brilliance vai lancar a linha FRV (dois hatchs e um sedã) e o Splendor, um sedã de luxo. A Chana vem com as versões sedã e hatch do Alsvin e duas do Benni (uma delas o Míni).

A JAC terá a linha completa da série "J", inclusive a Minivan J6 e a Lifan vem com o sedã 620, o hatch 520 e o míni 320.

Clique aqui e veja o ranking de vendas dos chineses e a lista dos modelos que chegam esse ano.

Por Joel Leite às 12h57


01/02/2011

Kasinski cresceu 328% em 2010

Entre as motos, a Kasinski foi o grande destaque em crescimento no ano passado. Ela saltou de uma participação no mercado de 0,4% para 1,3%. Segundo dados da Abraciclo, Associação dos Fabricantes de Motos, a Kasinski foi a que mais cresceu em vendas, em relação a 2009: + 328%.

Em emplacamentos, a marca foi a que mais cresceu entre as cinco principais que atuam no Brasil, tendo um aumento de 69,21%

Em dezembro a Kasinski bateu recorde de vendas, com um total de 4.534 unidades comercializadas. Este número corresponde a 3,79% de participação de mercado no mês de dezembro.

Se depender do investimento da empresa, a Kasinski deve crescer ainda mais, pois no ano passado foi construída uma fábrica em Manaus (AM) com capacidade para produzir 110 mil motos/ano, ou cerca de seis vezes a produção atual. Até o início do segundo semestre deve ser inaugurada na cidade de Sapucaia (RJ), uma fábrica exclusiva para a fabricação de produtos elétricos. Ainda em 2011 a empresa dá início às obras de terraplanagem e início de construção de uma nova fábrica em Manaus, que vai ampliar a capacidade produtiva da fábrica atual para 180 mil unidades/ano.

Por Joel Leite às 14h40


Volkswagen confirma liderança em janeiro

 

A Volks não apenas começou o ano na liderança, desbancando a Fiat, mas impôs uma boa margem sobre a sua principal concorrente e também à GM, terceira colocada. A Volks vendeu em janeiro 54.559 carros e comerciais leves, ficando com 23,7% do mercado, 3,45 pontos percentuais a mais do que a Fiat, que vendeu 46.631 unidades e ficou com 20,28%. A GM vendeu 41.164 carros e conseguiu apenas 17,9%.

As quedas da Fiat e a GM podem ser artificiais, resultado da política de "rapel", isto é: ao fazer licenciamentos antecipados em dezembro, as marcas poderiam ter estocado carros já emplacados, que, embora vendidos em janeiro já tinham sido contabilizados em dezembro.

As montadoras negam a prática do rapel, mas os números de janeiro mostram que há distorções em relação aos meses anteriores e ao fechamento de 2010. Se a partir de fevereiro as posições no ranking e as participações das três primeiras voltarem à situação próxima de 2010 (1º Fiat, 23%, 2º.Volks, 21% e 3º. GM, 19,7%) estará comprovado o rapel. Caso contrário, a Fiat poderá perder a liderança para a Volks.

A Ford manteve a posição e a participação do ano passado, a Renault confirmou a liderança entre as novas, seguida pela Honda, Hyundai e, surpresa, a Citroën, oitava colocada.

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Veja o ranking das 35 marcas mais vendidas em janeiro 

 

 

Por Joel Leite às 12h36


Vendas crescem 14%

A expectativa do setor para o crescimento do mercado neste ano é de 4,2% e janeiro é, tradicionalmente, o pior mês em vendas. Acrescente-se a isso o fato de muitas marcas terem antecipado licenciamentos em dezembro. A soma dessa equação seria um desastroso resultado. Mas mais uma vez os números de vendas surpreenderam e janeiro fechou com crescimento de 14% (exatamente 13,97%) em relação a janeiro do ano passado, conforma dados do Renavam.

Foram vendidos no mercado interno 229.895 carros e comerciais leves, contra 201.724 em janeiro de 2010.

Comparado com dezembro, quando o mercado bateu recorde histórico, houve queda de 36,4%.

A comparação mais correta é a de vendas diárias e o crescimento em relação a janeiro de 2010, de 8,5%, mostra que os números do primeiro mês de vendas são realmente extraordinários, sinal de que 2011 pode ir muito além do previsto pelos fabricantes. Foram vendidos 10.947 carros por dia no mês passado; em janeiro de 2010 foram 10.086 unidades/dia. 

Por Joel Leite às 12h34


Sobre o autor

Joel Silveira Leite é jornalista e pós graduado em Semiótica e Meio Ambiente. Diretor da Agência de Notícias AutoInforme, responde pelos sites Auto Informe e Eco Informe. Joel apresenta o Boletim AutoInforme nas rádios Bandeirantes, Band News e Sulamérica Trânsito. É colunista em várias publicações.

Sobre o blog

O blog apresenta uma visão do mundo dos automóveis e dos homens. É um veículo que não tem compromisso com a imparcialidade e a isenção (como os outros dizem que têm) além de tratar de assuntos como política, sociedade, meio ambiente, mídia, gastronomia.

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