UOL Carros

31/10/2011

Outubro terá queda de vendas

Dia do funcionário público, sexta-feira passada (28) foi um fiasco em registro de carros nos Detrans de todo o País, a maioria sem expediente. Foram licenciados apenas 4.101 unidades, o pior desempenho diário do ano. Isso ocorreu justamente na última sexta-feira no mês, quando normalmente são licenciados cerca de vinte mil carros.

Assim, a média diária de vendas em outubro caiu para 12.842 carros e comerciais leves, a segunda pior do ano.

Até sexta-feira foram vendidas 244.311 unidades. Por melhor que sejam as vendas de hoje e por maior que seja o desempenho do Renavan em licenciar neste ultimo dia do mês os carros vendidos na semana passada, a venda mensal em outubro está condenada ao fracasso: será pior que setembro e pior também que outros sete meses do ano, ficando na frente apenas de janeiro e fevereiro, os meses mais fracos.

A queda de vendas em relação setembro deverá ser de mais de dez mil unidades.

O destaque do mês será a recuperação das japonesas Toyota e Honda, que vão retornar ao sétimo e oitavo lugar, respectivamente. E a queda da Kia, que caiu para a décima segunda posição depois de um crescimento em setembro por causa da corrida às revendas de importados.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 17h06


Audi busca a liderança dos premium

Nas mãos de Paulo Kakinoff, indicado em março de 2009 para assumir a tarefa de levantar a marca das cinzas, em menos de três anos a Audi já disputa a liderança de vendas no segmento chamado premium, onde atuam também a BMW, a Mercedes-Benz, a Volvo, a Porsche, a Land Rover e modelos de luxo de outras marcas. E adotou uma postura agressiva ao aumentar apenas 10% os preços dos seus carros após o aumento de 30 pontos percentuais de IPI.

É considerado um carro premium aquele que tem um padrão de alta qualidade, construído de uma forma diferenciada. Alguns exemplos dessa diferenciação: o carro recebe sete camadas de tinta, resultado numa pintura perfeita e resistente a riscos e corrosões; o material de contato com o motorista e passageiros - painel, instrumentos - recebem um banho de molibdênio, que tem alta resistência e durabilidade (o molibdênio é um metal de alto ponto de fusão, aplicado em ligas de aço para endurecê-lo e torná-lo resistente à corrosão). O premium tem alta tecnologia de materiais e no processo de produção.

De janeiro a julho de 2008 a Audi vendeu no Brasil 1.427 unidades. No ano seguinte cresceu 42%, com 2.16 carros vendidos. Em 2010 o aumento foi de 62%, com 3.326 unidades e neste ano o aumento de vendas nos primeiros sete meses foi de 100%, com 6.570 unidades vendidas.

O número de concessionárias cresceu no mesmo ritmo, passando de 15 em 2009 pra 40 hoje.

É uma das marcas com grande volume de ofertas: tem 25 modelos no catálogo. O desafio até hoje foi oferecer o portfólio completo, um total de 45 versões, num só lugar. Catálogo completo, só virtual. Mas a partir do ano que vem a Audi terá toda sua linha à disposição do consumidor na concessionária Euro Bike da avenida dos Bandeirantes, Zona Sul de São Paulo, que está sendo ampliada e será a referência da marca.

E vem mais novidade por aí.

Além do A6, recém lançado, a empresa traz o A8 versão alongada, com motor W12. No fim do ano será lançado o RS3 e no início do ano que vem começam a ser vendidos o Q3 e o TT RS.

No mundo, a Audi bateu um novo recorde de vendas em agosto, com 94,1 mil unidades, um crescimento de 17% em relação às vendas de agosto do ano passado.

No acumulado do ano o crescimento é de 17,4%, com vendas de 853 mil unidades em todo o mundo. Boa parte desse crescimento advém do sucesso dos utilitários esportivos Q5 e Q7.

A Audi é líder no segmento de luxo na China, onde vendeu 28.068 unidades em agosto e 196.534 nos oito primeiros meses do ano. Nos Estados Unidos vendeu 75.256 carros no período e no Brasil 3.070

Quem mais vendeu
(jan-set/2011)
Audi
BMW
Land Rover
Mercedes-Benz
Porsche
Volvo
Quem mais cresceu
(jan-set/2011)
Audi
BMW
Land Rover
Mercedes-Benz
Porsche

Volvo

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 14h41


Brasil fica em 6º lugar no ranking em setembro

A China foi o país que mais vendeu carros em setembro, com de 1,28 milhão de veículos e um crescimento de 9,1% em relação a setembro do ano passado.

Com crescimento semelhante (+ 9,9%), os Estados Unidos ficaram em segundo lugar no ranking do mês, com 1.053.771 unidades, e o Japão em terceiro, em recuperação, com 456.656 unidades vendidas no mês, uma queda de apenas 2,5% em relação a setembro de 2010. "Apenas" porque, no acumulado do ano a queda de vendas do Japão é de 23,8%.

A Grã Bretanha, que no acumulado está atrás de Alemanha, Brasil e Índia, ficou em quatro lugar no mês, com 371.120 unidades vendidas.

Dos dez maiores produtores do mundo, Japão França e Itália tiveram queda de vendas em setembro em relação ao mesmo mês de 2010. No acumulado do ano, Japão e Itália estão em queda em relação a janeiro setembro do ano passado.

Detalhe: os dados da China são apenas de carros de passeio, enquanto dos demais paises somam carros e comerciais leves.

Clique aqui e veja a tabela.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 14h37


27/10/2011

Três mil na fila para comprar o Twizy

Um carro elétrico por menos de R$ 15 mil. Não é no Brasil, mas é uma realidade na Espanha. A Renault ainda não iniciou a produção do Twizy, mas já existem mais de três mil compradores na lista de espera, que deverão pagar entre US$ 6.767,00 e US$ 8.219,00 pelo carro elétrico francês. O valor dependerá da versão escolhida. O carro será produzido na fábrica de Valladolid, na Espanha.

Quem comprar a versão básica poderá dirigir o carro isento de licença em alguns países europeus. Para a versão mais equipada, o Twizy 80, o dono do carro pagará seis mil euros, segundo informação do diretor de Comunicação da Renault, Jesus Presa.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h10


GM vai investir US$ 142 milhões na Argentina

A GM anunciou que vai investir quase US$ 142 milhões na ampliação da sua fábrica de Alvear, Rosário, província de Santa Fé. Nesta fábrica são produzidos os modelos Classic e Agile. Além da ampliação, a GM já está agilizando o terceiro turno que abrirá mais 600 novos postos de trabalho.

O anúncio foi feito pelo presidente da GM da América do Sul, Jaime Ardila, ao lado do presidente e diretor executivo da GM da Argentina, do Uruguai e do Paraguai na apresentação do novo Chevrolet Aveo G3, na Argentina.

Jaime Ardila se mostrou satisfeito com o crescimento da marca Chevrolet na Argentina e disse que este projeto faz parte dos US$ 4 bilhões que a GM está investindo para desenhar, fabricar e vender mais de 20 novos produtos na Argentina em um período de três anos.

Ardila disse que "a GM da América do Sul tem sido líder de vendas de veículos por dez anos consecutivos e apostamos em continuar crescendo nos mercados da região para consolidar nossa liderança nos próximos anos".

Sérgio Rocha salientou que "este investimento contribuirá para fortalecer a cadeia de fornecedores locais e ajudará a substituir as importações em cerca de 600 milhões de pesos a partir de 2012. Este investimento, com a expansão de nossa fábrica, não só permitirá incrementar cerca de 25% da capacidade de produção, mas também aumentar o volume das compras de peças locais e que vai melhorar nossa balança comercial e cumprir os acordos firmados com o governo".

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h08


Rússia será líder na Europa em 2014

O presidente de Ford Motors Company, Alan Mulally, declarou que a Rússia será o maior mercado de veículos da Europa, conforme a Agência Flash de Motor.

O dirigente assinalou que os russos vão conquistar a liderança de vendas no continente a partir de 2014:

"Dentro de dois anos a Rússia vai se converter no principal mercado europeu, deixando a Alemanha pra trás", declarou.

As vendas na Europa este ano deverão chegar a 15 milhões de unidades, conforme previsão dos dirigentes do setor. Especialistas russos também fecham como com o presidente da Ford: acreditam que seu país poderá ser líder europeu em 2014.

Hoje a Rússia hoje está na segunda posição no ranking europeu, que é liderado pela Alemanha. Veja o ranking europeu.

Clique aqui e veja o ranking europeu

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h07


PSA anuncia investimento de R$ 575 milhões no Rio de Janeiro

A PSA, que produz carros das marcas Citroën e Peugeot, está com o firme propósito de dobrar a sua produção no Brasil e para isto anunciou nesta quarta-feira, em Brasília, o investimento de R$ 575 milhões até 2015 e contratará mais 1,7 mil funcionários para a sua fábrica em Porto Real, no Rio de Janeiro. O anúncio deste objetivo foi feito pelo presidente do grupo no Brasil e América Latina, Carlos Gomes, acompanhado de Thierry Peugeot, presidente do Conseli de Suveillance da PSA.

Carlos Gomes disse que "são investimentos totalmente novos, que se somam ao R$ 1,4 bilhão anunciado em 2010. Na prática, somamos um investimento de R$ 3,7 bilhões no país no período de 2010 a 2015. Celebramos assim nossos primeiros 10 anos de produção de veículos no Brasil tendo o prazer de dar início a nossa Fase 2 de implantação no Rio de Janeiro".

Os novos investimentos se destinarão ao Centro de Produção de Porto Real, localizado na região Sul Fluminense, e ao desenvolvimento de novos projetos de veículos das marcas Peugeot e Citroën e de motores. Com isso a produção dobrará em relação a atual, chegando a 300 mil veículos e 400 mil motores por ano em 2015. "Temos objetivos ousados para o crescimento de nossas marcas Peugeot e Citroën no Brasil e na América Latina, por isso decidimos antecipar nosso Plano de Investimentos e ampliar de maneira considerável as obras que estamos fazendo em nosso Centro de Produção. Assim, dobraremos a nossa capacidade de produção e teremos condições de atender à demanda que projetamos para os próximos anos", afirma Carlos Gomes.

Carlos Gomes lembrou que a ampliação será como fazer uma nova fábrica, mas ela ficará dentro da já existente. Para aumentar a produção será preciso mais funcionários e a empresa pretende priorizar a contratação de trabalhadores em seu primeiro emprego.

A PSA garante que no período de 2012 e 2015, a empresa produzirá localmente oito automóveis totalmente novos de suas marcas Peugeot e Citroën. A rede de concessionários das duas marcas também será reforçada para atender a demanda prevista. No total, a rede Peugeot e Citroën no país aumentará em 50%, passando das atuais 320 para 480 concessionárias.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h05


26/10/2011

Grandes perdem participação, mas ainda têm 70% do mercado

Juntas, as três maiores montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por seis em cada dez carros vendidos. Elas têm exatamente 61,5% do mercado. Junto com a Ford, as quatro montadoras tradicionais dominam 70,9% do mercado.

Trata-se de uma distorção resultante do longo tempo em que as quatro tinham reserva de mercado. Até a abertura, em 1990, nenhuma outra empresa automobilística podia se instalar no Brasil. As importações também eram proibidas, de forma que não havia concorrência de qualquer espécie.

Os poucos carros importados que existiam no País, geralmente Mercedes-Benz, eram recomprados de embaixadas estrangeiras, depois de dois anos de uso, quando eram liberados para comercialização interna, ou trazidos por esportistas como prêmios por conquistas em competições internacionais.

A abertura do mercado não chegou a ameaçar as quatro grandes, pois nenhuma das montadoras novas entrou no segmento dos carros populares, participando apenas com carros médios, enquanto o segmento de luxo foi absorvido pelos importadores. Essa acomodação do mercado permitiu que as quatro grandes continuassem tendo domínio absoluto do mercado brasileiro.

Mais do que isso: a experiência de 40, 50 anos de atuação no Brasil, o conhecimento do mercado e a ampla rede de distribuição foram (e são) fundamentais para manter essa grande diferença de vendas em relação às novas.

No entanto, a cada dia que passa as grandes perdem participação e as pequenas crescem.

Nos nove primeiros meses deste ano as grandes perderam, juntas, 3,52 pontos percentuais de participação em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que mais da metade foi da GM, que viu sua participação cair de 19,9% para 18,38%, perdeu portanto 1,52 ponto. Além de não acompanhar o crescimento de 6,7% no mercado verificado no período, a GM nem mesmo repetiu os números absolutos do ano passado. Nos nove primeiros meses de 2010 a empresa vendeu 471.345 unidades e no mesmo período deste ano 464.489.

A Ford também teve perda importante, caindo de 239.256 unidades de janeiro a setembro de 2010 para 235.826 este ano e perdendo 0,77 ponto de participação.

A vantagem das grandes é que o mercado está em franco crescimento, o que dá espaço para a expansão das novas e também a ampliação das vendas das quatro tradicionais. Assim, mesmo perdendo participação, estão aumentando o volume de vendas em números absolutos e ampliando os lucros, que é o que interessa às matrizes estrangeiras.

É o caso da Fiat e da Volkswagen, que tiveram crescimento nos nove primeiros meses do ano, mas perderam em participação. A Fiat saltou de 548.099 para 561.557 e a Volks de 495.085 para 520.471 unidades de janeiro a setembro, mas a primeira perdeu 0,92 ponto de participação e a Volkswagen 0,31.

Quase todas as pequenas estão aproveitando a queda das quatro grandes e comendo pelas beiradas. Com exceção da Peugeot, Honda e Toyota, todas as marcas classificadas no ranking das vinte mais vendidas conquistaram alguma fração de participação nos nove primeiros meses do ano, com destaque para as chinesas, a Kia, a Nissan, a Renault e a Citroën.

A Kia foi a marca que mais aumentou a participação: com venda de 62.812 unidades (contra 39.274 no ano passado), ela conquistou 0,83 ponto a mais.

Só no mês passado, a Kia vendeu 9.054 carros e o estoque de Picando, Sportage e Cerato com o preço antigo de esgotou. Quem comprou, ganhou, porque as novas remessas vão chegar com o novo IPI, embora o presidente da empresa, José Luiz Gandini, disse que vai aplicar o aumento do imposto de forma gradual, até o fim do ano.

A propósito, setembro foi uma correria às revendas de importados: BMW, Míni, Volvo, Lifan, Subaru e Audi aumentaram as vendas em mais de 15% em relação a agosto. Land Rover, Jinbei, Suzuki e Sangyong cresceram acima de 10%.

No acumulado do ano, a Nissan conquistou 0,71 ponto de participação. A JAC chegou este ano e já tem 0,69 ponto, enquanto a Chery sextuplicou as vendas, ficando com 0,48 ponto percentual.

Renault (+ 0,56 pp), Hafei, (+0,30) e Citroën (+0,29) também ficaram entre as marcas que mais aumentaram a participação no mercado este ano (veja tabela).

Pelo poder de fogo e pela penetração que têm no País, as quatro grandes ainda vão resistir muito, mas o processo de queda de participação em benefício das novas montadoras é inevitável. Elas sabem disso e se preparam para o dia em que terão que disputar o mercado em condições de igualdade com todas as outras. Até lá, vão usar todas as forças para não deixar que qualquer aventureiro lance mão do apetitoso mercado brasileiro.

A tendência do avanço das pequenas e a diminuição da participação das grandes vai continuar. Em nenhum mercado do mundo as quatro marcas mais vendidas têm uma participação de 70,52% do mercado. Mas no Brasil, especialmente depois da reação ao avanço das chinesas - como de diz: tudo é possível. O quarteto não vai entregar os pontos assim tão facilmente.

Clique aqui e veja o ranking das montadoras.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 12h10


BMW e PSA iniciam produção de híbridos em 2015

 

Em 2015 a joint venture BMW Peugeot Citroën Electrification deve começar a produzir componentes híbridos para a eletrificação dos veículos produzidos pelos dois grupos. O protocolo de acordo assinado entre a BMW e PSA já está em fase final para concretizar a joit venture.

Wolfgang Güllich, presidente da BMW Peugeot Citroën Electrification, afirmou que "dentro de alguns anos nossa empresa será um dos principais fornecedores de equipamentos de sistemas de tração elétricos". A BMW e a PSA investiram mais de 100 milhões de euros na BMW Peugeot Citroën Electrification. Até o final de 2011, o centro de Pesquisa & Desenvolvimento de Munique vai receber cerca de 400 funcionários, em sua maioria engenheiros especializados em eletro mobilidade e eletrônica. Esses especialistas vão projetar componentes híbridos que serão posteriormente produzidos no centro de produção de Mulhouse.

A BMW Peugeot Citroën Electrification desenvolverá e fabricará todos os componentes elétricos indispensáveis para uma cadeia de tração elétrica. São eles: baterias de alta tensão, motores elétricos, geradores, eletrônica de potência, dispositivo de recarga e softwares de gestão da energia. Paralelamente, a joint venture vai criar uma plataforma tecnológica aberta, que poderá integrar os fornecedores ao processo de desenvolvimento e de compra e venda de seus componentes híbridos, contemplando outras empresas além dos dois acionistas.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 12h07


Volkswagen construirá fábrica no Nordeste

A Volkswagen e o governo de Pernambuco já acertaram os detalhes para a construção de uma fábrica naquele estado.

As informações são que a Volkswagen exige financiamento de R$ 2 bilhões com prazo para 30 anos. Este financiamento seria através do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico ou por linhas de créditos para o Nordeste.

O jornal diz que a fábrica terá capacidade para produzir 200 mil unidades por ano de um modelo popular, sem especificar qual modelo será produzido nesta nova fábrica.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 12h05


Chery antecipa inauguração de fábrica no Brasil

Depois da ira pelo aumento do IPI, as empresas importadoras parecem estar felizes e confiantes com o mercado brasileiro. A Chery anunciou que a sua fábrica deve começar a operar antes do previsto. O anúncio da construção foi feito em 19 de julho e a previsão era que ela entraria em operação no segundo semestre de 2013. Agora já se pensa em inaugurar a fábrica antes disso.

A empresa divulgou que ”pelo aumento crescente do interesse da Chery pelo mercado brasileiro e diante do atual cenário com base na nova política de tarifas determinada pelo Governo Federal no que diz respeito aos veículos importados fora do Mercosul, que passam a ter uma tributação de mais 30 pontos percentuais sobre a alíquota do IPI, a partir de 16 de dezembro de 2011, o alto escalão da Chery pretende acelerar o processo de implantação de sua fábrica em território brasileiro”.

A fábrica está em construção em Jacareí, interior de São Paulo e Luís Curi, presidente da Chery Brasil, disse que “o processo para instalação de uma unidade produtiva envolve projetos, inovações tecnológicas, fornecedores de altíssima capacitação para equipamentos industriais, além de um processo de construção civil bastante especifico, o que torna difícil a manipulação do cronograma inicial, na direção da redução de prazos. Mas, mesmo assim, estamos acelerando ao máximo nossos esforços para que consigamos lograr êxito para que o primeiro Chery brasileiro saia das linhas de produção tão logo seja possível”.

Luís Curi completa a sua afirmação dizendo que “com o consumo de automóveis ultrapassando a casa dos três milhões ao ano, o Brasil apresenta um grande potencial de crescimento para o setor automotivo. Além disso, o mercado nacional é compatível com o chinês, já que ambos buscam veículos de alta-qualidade, porém com preços competitivos.”

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 07h34


25/10/2011

Ford mostra caminhão inspirado no Mustang

A Ford se inspirou num dos seus maiores ícones para construir um caminhão, que está exporto na Fenatran, em São Paulo. Lá está o Shelby Truck, que foi feito tendo como referência o Mustang. A empresa mostra também, o modelo Black Truck, que tem pintura efeito camaleão.

Como o Mustang Shelby, o Shelby Truck, com cavalo mecânico do Cargo 1932, é pintado na cor laranja com faixas pretas. Tem também spoilers na traseira e no teto, escapamento esportivo com dois tipos de ronco, freios a disco duplos ventilados, suspensão rebaixada e pneus de perfil baixo.

O Black Truck, também com cavalo Cargo 1932, é pintado nas cores preta e roxa, mas dependendo do ângulo em que se olha as cores mudam de tonalidade. O motor tem pintura metálica e o caminhão vem com escapamento esportivo, tanques de combustível de aço inox e rodas de alumínio de alto brilho.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 12h54


Toyota faz bateria com autonomia de 1000 km

A indústria automobilística já tem tecnologia suficiente para fabricar carros elétricos, o problema é a bateria, que, além de pesada, não tem grande autonomia. Esse problema pode estar com seus dias contados, segundo a Toyota e o trabalho que está sendo feito no Instituto de Tecnologia de Tóquio.

As informações são de que o desenvolvimento de uma bateria com maior autonomia está andando no caminho certo. Foram substituídos componentes líquidos por sólidos e com isso a autonomia pode chegar a mil quilômetros, coisa hoje inimaginável com as baterias existentes.

Este é um salto importante, pois as baterias atuais podem chegar no máximo a 200 quilômetros de autonomia, o que impede fazer longas viagens, deixando o carro elétrico como alternativa urbana.

A expectativa é que esta bateria, mais simples e mais econômica, possa estar no mercado entre 2015 e 2020.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 12h52


24/10/2011

Brasil e Chile terão concessionárias Rolls-Royce

Torsten Müller-Ötvös, presidente da Rolls-Royce Motor Cars, disse hoje em São Paulo, que está feliz em anunciar nossos planos para o mercado sul-americano. "O Brasil e o Chile têm apresentado um impressionante crescimento econômico, com uma demanda cada vez maior por parte de clientes de produtos de alto luxo."

Afirmou que a Rolls-Royce Motor Cars vem crescendo com muito sucesso em vários mercados emergentes e portanto é adequado estabelecer uma forte presença no Brasil e Chile.

O dirigente veio ao Brasil para nomear os representantes dos dois países e anunciou o credenciamento do Grupo Via Itália como o representante brasileiro da tradicional marca inglesa. No Chile a Rolls-Royce será representada pela Williamson Balfour Motors. Ambas começarão a funcionar em março de 2012.

Segundo o dirigente, tem havido forte demanda tanto pelo modelo Phantom quanto pelo Ghost. Esse último teve um crescimento de dois dígitos em todas as regiões nos primeiros nove meses do ano. E seu grande mérito é ampliar a presença da marca no mercado de luxo: nada menos de 80% dos compradores desse modelo estão tendo o primeiro Rolls-Royce na vida.

Entre janeiro e setembro, as vendas da marca cresceram 41% em relação ao mesmo período do ano passado. A fábrica e a matriz em Goodwood, West Sussex, devem ser ampliadas nos próximos meses para atender à demanda global.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 18h25


21/10/2011

Em 2020 os carros andarão sozinhos

Daqui dez anos não haverá mais motoristas "barbeiros". Quem afirma é o vice-presidente de Investigação e Desenvolvimento da GM, Alan Taub. Ele não aposta no melhor preparo dos motoristas, mas na evolução dos carros. O executivo garante que por volta do ano 2020 os veículos não precisarão mais de motoristas, eles andarão sozinhos.

Não é ficção científica, apenas uma constatação de Alan Taub ao explicar, no Congresso Mundial de Sistemas de Transporte Inteligente, realizado domingo último em Orlando, EUA, que todas as atenções e as pesquisas estão voltadas à segurança, e assim os principais elementos desenvolvidos são sensores, radares, dispositivos portáteis de comunicação, GPS e câmaras.

Segundo o executivo da GM, esses equipamentos fornecem informações críticas para o motorista e para o computador do carro, podendo haver uma combinação de informações com mapas digitais, fazendo com que os carros possam ser conduzidos aos destinos apenas com informações dadas pelo motorista. 

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 12h30


20/10/2011

Quem comprou com IPI maior vai receber o dinheiro de volta

 

-- O aumento de 30 pontos percentuais de IPI continua valendo, mas será aplicado somente após 90 dias da publicação. 
-- Importadores esperam uma corrida às revendas até 15 de dezembro.

As importadoras de veículos conseguiram no Supremo Tribunal Federal a suspensão, hoje (20), do artigo 16 do Decreto 7.567, que elevou a alíquota de IPI em mais 30 pontos percentuais para carros importados (leia a nota na íntegra). O que foi suspenso foi apenas a data de aplicação do decreto, já que não tinham sido respeitados os princípios de anterioridade. A alíquota extra, portanto, só poderá ser aplicada no dia 15 de dezembro, 90 dias após a publicação do decreto.

Como a decisão foi tomada por unanimidade, o governo não poderá recorrer. Isso quer dizer que está garantida a manutenção do preço de todos os carros a serem importados (nacionalizados) até aquela data.

Segundo a Abeiva, poucos carros foram vendidos com a aplicação do IPI adicional. A entidade vai fazer esse levantamento esta noite. Mas quem pagou o carro mais caro por causa do aumento do IPI poderá reaver o dinheiro de volta, bastando para isso levar a nota fiscal na concessionária onde o carro foi comprado. A concessionária vai acionar a importadora, que vai requerer a devolução do imposto junto ao governo.

Obviamente o valor devolvido será a diferença entre o valor de tabela atual e o valor de tabela anterior ao decreto, e não o resultado da aplicação dos 30 pontos percentuais. Isso porque, nenhuma importadora aplicou o IPI integral. A Kia, por exemplo, deu um aumento médio de 8,4%, a Audi aumentou toda a linha em 10%.

Os importadores estão animados com o fôlego que conseguiram e deverão planejar importações em grande volume para fazer estoque com carros sem o IPI extra.

A decisão deve mudar o comportamento do mercado já este mês. Desde o início de outubro o mercado está em queda. As vendas caíram 9,3% na primeira quinzena em relação à primeira quinzena de setembro.

A média diária este mês é a pior desde fevereiro: 12.949 unidades/dia. Das vinte marcas mais vendidas, apenas duas - Hyundai e Renault - tiveram aumento de vendas na quinzena. Todas as outras caíram. Essa situação poderá se reverter e aumentar as vendas do setor nos dois últimos meses do ano.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 19h16


STF suspende aumento de IPI para importados

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores informou que o STF - Supremo Tribunal Federal, suspendeu o artigo 16 do Decreto 7.567, que determinou a elevação da alíquota do IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados aos veículos com índice inferior a 65% de nacionalização ou localização regional, na data de sua publicação, sem respeitar os princípios de anterioridade.

José Luiz Gandini, presidente da entidade, disse em nota que as 27 marcas de veículos importados, associadas à entidade, desde o dia 15 de setembro, quando foi anunciado em Brasília, questionaram a constitucionalidade quanto à entrada em vigor, imediatamente à publicação do decreto, por entender que o setor foi surpreendida e que traria danos irreparáveis às importadoras e suas redes autorizadas de concessionárias que, diante da decisão do STF, estão aliviadas, pois - com o novo prazo de vigência - será possível planejar a comercialização do atual estoque, bem como programar futuras aquisições no Exterior.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 18h18


19/10/2011

O pequeno e valente Audi A1

O Audi A1 não é apenas uma opção para quem gosta de uma direção esportiva, motor potente, boa pegada, um carro ágil (zero a 100k/h em 8,9s) e veloz (atinge máxima de 203 km/h). É também uma opção inteligente de transporte nas grandes cidades: um carro pequeno, cheio de tecnologia e com um consumo invejável: 19 km/l, graças ao excepcional motor 1.4 TFSI de 122 cavalos com sistema de injeção direta de combustível e turbocharger com intercooler.

O motor tem um sistema que recupera a energia durante a frenagem, que é armazenada temporariamente na bateria. Quando o carro acelera novamente, a energia retorna ao sistema elétrico, aliviando a carga do gerador.

A transmissão de sete marchas tem tecnologia esportiva e sistema de dupla embreagem, oferecendo transmissão automática a manual. Com a dupla embreagem, as trocas de marchas são feitas em centésimos de segundo, sem qualquer interrupção perceptível de potência, porque as marchas ficam pré-engatadas para a troca. Por exemplo: quando você está em terceira, a quarta já está pré engatada.

O câmbio tem a posição S, esportiva, que muda também o comportamento da direção eletrohidráulica de pinhão e cremalheira, mais eficiente que o sistema hidráulico, oferecendo sensação de maior precisão ao volante. O carro tem sistema eletrônico de estabilização ESP.

Vem com airbags frontais, laterais e de cortinas, tem bluetooth e Audi Music Interface, com opções de conexão e reprodução de celulares e aparelhos portáteis de música (iPod).

O sistema de navegação é opcional, assim como o teto solar panorâmico Open Sky elétrico, o sistema keyless-go (botão de partida automática sem a chave), sensor de estacionamento traseiro e piloto automático. O sistema de áudio Bose de 465 watt, 14 alto-falantes, com tecnologia de fibra ótica LED também está na lista de opcionais. Entre outros equipamentos de série, destaque ainda para as lanternas traseiras com LEDs, sistema de assistência de partida em aclives, ar-condicionado, sensor de chuva e luz, sistema de alarme, computador de bordo, faróis de neblina, entre outros.

O mais gostoso nesse carro é que ele atende às duas exigências: tem um comportamento esportivo, acelera bem e ao mesmo tempo está de acordo com as normas civilizadas, tem as características ideais para um carro urbano.

Um carro que estimula você a entrar firme numa curva, acelerar quando precisa (ou mesmo quando não tem necessidade), com a certeza de que não ele vai dar conta do recado e que você está seguro.

O Áudi A1 avaliado foi o modelo 2011, que ainda pode ser encontrado nas concessionárias por R$ 89,900.

O Modelo 2012, quase sem modificações, também já esta a venda e custa R$ 99,900.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 15h19


Chega o Palio novo, sai o atual e o velho fica

O novo modelo do Palio, que foi apresentado às concessionárias em Mykonos, na Grécia, durante reunião dos concessionários da marca, e estará à venda no Brasil a partir de novembro, com lançamento para o dia 4 de novembro.

Atualmente a Fiat vende duas gerações do carro, a velha, representada pelo Palio Fire, e a atual, representada pelas versões Attractive e Essence.

É usual no Brasil a montadora lançar uma versão nova e manter a antiga em linha, normalmente um projeto já pago, de forma que a empresa pode reduzir o preço, reposicionar o produto numa situação vantajosa junto à concorrência e ter uma boa margem de lucro.

O mesmo vai acontecer com o Palio e mesmo dentro da Fiat existem mais dois exemplos: o Siena, que tem a versão Fire (velha) e a Atracttive (nova) e o Mille, que continua sendo vendido nas duas versões, sendo que a primeira foi lançada em 1984.

A concorrência também usa do expediente. A Volks manteve o Gol geração quatro em linha mesmo depois da chegada da Geração 5.

Outro caso de convivência de duas gerações é o Fiesta. O novo acabou de ser lançado, disfarçado de New Fiesta, enquanto o velho deverá ter ainda vida longa.

E por fim, a GM mantém o Corsa velho em linha, ainda vendendo bem, convivendo com a nova geração há anos. Para disfarçar, a GM rebatizou o carro de Classic, e quer fazer crer ao consumidor que é outro carro. O pior é que, quando quer mostrar o bom desempenho do Corsa no mercado, soma as vendas dos dois.

Mas a Fiat inaugura um novo formato: com o lançamento do Palio novo, o atual sai de linha e o velho permanece. Afinal, as duas versões do atual vendem menos de duas mil unidades por mês, enquanto a versão Fire, mais velha, vende sozinha cerca de sete mil unidades mensais. É claro que a Fiat não iria abrir mão de um produto como esse.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 14h40


Produção de carros no México cresce 14,7%

Setembro foi considerado um dos melhores meses do setor de automóveis no México. No nono mês do ano a produção foi de 225.287 unidades, segundo dados da Associação Mexicana da Indústria Automobilística, que divulgou um crescimento de 14,7% no acumulado do ano, comprando-se com 2010. De janeiro a setembro o México produziu 1.905.659, recorde histórico do setor para os primeiros nove meses do ano.

Para efeito de comparação, o Brasil produziu no mesmo período 2.426.208 unidades.

A diferença entre os dois países, no entanto, é no volume exportado. Do 1,9 milhão produzido, o México exportou 1.580.651 unidades (crescimento de 14,8%) e apenas 631.336 veículos foram destinados ao mercado interno. No Brasil, a maior parte da produção é absorvida pelo mercado interno.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 13h54


18/10/2011

Sindicato quer Fusion fabricado nos EUA

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automobilística dos Estados Unidos está pressionando a Ford para que parte da produção do Fusion seja redirecionada para a fábrica de Flat Rock, Michigan. O Fusion é o carro com maior produção da indústria mexicana. Somente neste ano já foram fabricadas 217.878 unidades na linha de montagem asteca, superando outros modelos, como o Jetta, da Volkswagen, e o Sentra, da Nissan.

Segundo dados da Associação Mexicana da Indústria Automobilística, o carro é responsável pela maior exportação de automóveis do México. De janeiro a setembro foram vendidas no mercado externo 215.964 unidades do Fusion, a maioria para os Estados Unidos.

Levar empregos aos estadunidenses na fabricação do Fusion tem sido um ponto importante na negociação do líder dos trabalhadores, Bob King, desde que a Ford e o Sindicato chegaram a um acordo provisório, no dia 4 de outubro.

O contrato entre o sindicato e a Ford é considerado um dos melhores oferecidos no Parque Industrial de Detroit, já que os trabalhadores da empresa receberão um bônus de US$ 6 mil, enquanto os funcionários da GM terão bônus de US$ 5 mil e os da Chrysler apenas US$ 750,00.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 18h13


Vendas caem 9,3% na quinzena

As vendas de carros e comerciais leves caíram 9,3% na primeira quinzena de outubro, em relação à primeira quinzena de setembro. Foram vendidas apenas 129.491 unidades, conforme números provisórios do Renavam, o que dá uma média de 12.949 carros por dia. Na primeira quinzena de setembro foram vendidas 142.814 unidades.

A média diária de vendas é a pior desde fevereiro, quando foram vendidos 12.922 carros/dia.

Mesmo considerando que a primeira quinzena é sempre mais fraca do que a segunda, dificilmente outubro vai conseguir superar o mês de setembro, quando foram comercializados 293.649 carros e comerciais leves, até porque outubro terá apenas 20 dias úteis, um a menos que o mês anterior.

Não houve modificação no ranking por marcas e somente a Hyundai cresceu em relação à primeira quinzena de outubro: vendeu 4.914 unidades, contra 4.214 em setembro, aumento de 16,6%. A Renault praticamente manteve o volume de vendas (teve um pequeno aumento de 0,8%), enquanto todas as outras marcas do ranking tiveram queda de vendas este mês.

Fica claro, portanto, que o mau desempenho do setor neste mês é resultado do efeito IPI. Com o anúncio do aumento de 30 pontos no IPI para os importados, o consumidor correu às revendas no mês passado. O estoque novo já aumentou de preço - mesmo que parcialmente - o que afastou o consumidor das concessionárias.

Veja as 20 marcas mais vendidas na primeira quinzena de outubro

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 13h29


Obama diz que hoje a indústria automobilística é mais rentável

A indústria automobilística estadunidense está se recuperando depois de seu resgate financeiro, estando agora mais rentável e competitiva, conforme disse o presidente dos EUA, Barack Obama, durante visita a uma fábrica da GM em Michigan, onde é produzido o novo carro da marca, o Chevrolet Sonic.

Obama visitou a unidade acompanhado do presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak e relembrou que uma das suas primeiras tarefas ao assumir o governo dos EUA, em janeiro de 2009, foi resgatar a indústria automobilística.

Obama disse que havia muitos políticos que disseram que socorrer as montadoras não valiam o tempo e o dinheiro investido. O investimento foi positivo porque as centenas de milhares de empregos foram salvos.

O chefe da Casa Branca se referiu ao novo Tratado de Livre Comércio com a Coreia do Sul, ratificado nesta semana pelo Congresso, no qual se calcula que gerará cerca de 280 mil postos de trabalho. Obama disse também que os estadunidenses podem comprar Kia e Hyundai da Coreia, no entanto os coreanos devem comprar carros da Ford e Chrysler.

O presidente sulcoreano afirmou que o tratado entre o seu país e os EUA gerará mais trabalho para os estadunidenses. A fábrica visitada estava para ser fechada há dois anos, antes do governo resgatar a indústria automobilística. De acordo com fontes da Casa Branca, um ano antes da GM e da Chrysler declararem falência, a indústria automobilística dos EUA gerou 400 mil postos de trabalho. Depois da crise, até agora, criaram 128 mil empregos no setor.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 10h08


Caem as vendas de motos na primeira quinzena

As vendas de motos apresentaram queda de 8% na primeira quinzena do mês, com 68.759 unidades licenciadas em relação ao mesmo período do ano passado, conforme a Abraciclo, a associação dos fabricantes. Mas isso não quer dizer que o mercado está em baixa. Ocorre que em 2011 a primeira quinzena de setembro teve um número maior de dias úteis do que neste ano.

A previsão para o total do mês de outubro é de que sejam emplacadas 152.798 motocicletas, com um crescimento de 2% em comparação com outubro de 2010.

No acumulado do ano, a projeção para o período de janeiro a outubro é de 1.586.874 unidades, o que significa um crescimento de 10% em relação a janeiro-setembro de 2010.

As novas projeções dos fabricantes indicam um crescimento de 11% nas vendas e de 14% na produção.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 10h06


17/10/2011

Multinacionais remetem US$ 4 bilhões às matrizes. Elas precisam ser protegidas?

Reproduzo aqui a matéria do jornalista Pedro Kutney em sua coluna Observatório Automotivo, que questiona a necessidade de proteção das multinacionais do setor automobilístico, que remeteram, só nos primeiros oito meses deste ano, US$ 4 bilhões às suas matrizes.

Nos primeiros oito meses deste ano, os fabricantes de veículos instalados no Brasil mandaram para o exterior US$ 4 bilhões a título de pagamento de lucros e dividendos às suas controladoras. O valor é recorde, 33% maior do que o observado no mesmo período de 2010 e quase supera o total do ano passado inteiro (US$ 4,1 bilhões). Com essa cifra, a indústria automobilística é atualmente o setor econômico que mais remete lucros e dividendos para fora do País, sendo responsável por 21,2% das remessas registradas de janeiro a agosto. Nada contra o lucro, empresas sustentáveis têm de ser lucrativas. Contudo, é de se perguntar: se as montadoras multinacionais são tão rentáveis aqui, como fica comprovado pelo desempenho dos números acima, por que precisam do protecionismo do governo?

A resposta só pode ser: para lucrar mais ou, no mínimo, continuar lucrando como agora. Até aí nada de mais, é do jogo de qualquer regime capitalista. O problema é precisar lançar mão de escritórios de lobby em Brasília - em vez de usar os centros de engenharia para desenvolver produtos melhores e mais competitivos - para seguir ganhando sem competição. Ao impor, em 15 de setembro passado, um escandaloso aumento de 30 pontos porcentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aplicado a veículos importados de fora do Mercosul e México, ou que não tenham conteúdo mínimo de 65% de componentes nacionais, o governo brasileiro chancelou a criação de um oligopólio, algo banido da maioria das economias desenvolvidas do mundo, justamente onde ficam as sedes das corporações que se beneficiam desse mercado cativo.

O argumento do governo, de que o IPI maior protege a indústria nacional de uma suposta invasão de veículos importados no País, parece incoerente diante do fato de que simplesmente não existe "indústria nacional" nesse setor, dominado desde sempre por multinacionais que, com suas gordas remessas de lucros, ajudam a aprofundar o déficit da conta corrente externa brasileira. Além disso, as montadoras estão entre as maiores importadoras do Brasil, pois são responsáveis por trazer mais de 80% dos veículos estrangeiros vendidos aqui atualmente. Também compram muitos componentes e insumos de fora.

As duas coisas juntas (muitos veículos e alguns componentes importados) colocam a indústria automobilística na lista elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento dos 40 maiores importadores do Brasil. Entre eles, 14 são montadoras com fábricas no País, que juntas, de janeiro a agosto deste ano, gastaram a impressionante soma de US$ 12 bilhões com importações próprias, quase o total das importações de veículos, de US$ 14,1 bilhões no mesmo período. Somente as compras externas diretas das quatro maiores fabricantes (pela ordem dos gastos, Volkswagen, Ford, Fiat e General Motors) totalizam quase US$ 4 bilhões. De quais importações, então, o governo brasileiro precisa proteger o mercado doméstico?

Impostos altos e lucros fartos depenam os carros

O desmedido apetite do governo por arrecadar impostos e a obrigação dos fabricantes de gerar altos lucros para as matrizes são os principais ingredientes do pior carro mais caro do mundo: o carro made in Brazil, depenado de tecnologias de uso comum em diversos países, para poder acomodar em mais de 50% de seu preço fartos impostos e lucros. Como nenhum dos dois lados cede, o setor automotivo nacional continua preso ao círculo vicioso em que está metido desde a sua instalação no Brasil, há mais de 50 anos, com veículos fabricados aqui quase sempre ultrapassados e caros demais pelo que oferecem.

Alguns discursos de presidentes e altos executivos da indústria dizem que isso vai mudar em breve, porque o Brasil teria finalmente entrado na rota de globalização tecnológica. Mas então, se isso é verdade, por que precisam de proteção? E esse protecionismo, diga-se, é contra modelos apenas um pouco mais bem equipados do que os nacionais, caso de chineses e alguns coreanos, que já vêm com confortos como ar-condicionado e direção assistida por preços iguais ou inferiores ao de equivalentes feitos em fábricas brasileiras. Ou seja, não há nada de muito mais que a dita indústria nacional não possa fazer. A questão, portanto, é o custo maior para se fazer isso aqui - e aí entra-se de novo no problema dos impostos e lucros excessivos.

Por óbvio, chega-se à conclusão de que todo o discurso da competitividade internacional é correto, mas não vale uma moeda de real furado - ainda que supervalorizado. Isso porque o protecionismo ora concedido aos fabricantes instalados no Brasil consolida o atraso, acomoda empresas em torno do mais do mesmo, não incentiva ninguém a projetar produtos vendáveis em qualquer parte do mundo. O carro nacional, portanto, está agora protegido artificialmente em seu próprio território, não tem bons exemplos para evoluir, nem ganhou um milímetro sequer de competitividade internacional.

Para justificar a repetição de erros já cometidos tantas vezes no passado nem tão distante assim, o governo informa que as medidas restritivas às importações são apenas emergenciais (em princípio duram só até 31 de dezembro de 2012) - e que depois virá um novo regime automotivo de fato, com incentivos à inovação e evolução tecnológica. Mas, de qual "emergência" está se falando? Das remessas de lucros relatadas no começo desta coluna? Ou da necessidade de fazer essa indústria evoluir de fato no País, com produtos melhores?

Teria sido mais produtivo pular o "protecionismo emergencial", porque ele parece desnecessário e, ademais, denigre a imagem de segurança jurídica do Brasil no cenário internacional, indispensável para atrair bons negócios ao País. É melhor ir direto ao ponto e incentivar a competição por meio da evolução tecnológica - e rápido -, para que de fato possa ser colocado em prática o programa de política industrial esboçado pelo governo, o chamado Brasil Maior, para não ficar só no IPI maior.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 17h45


Carro zero ficou 0,21% mais barato em setembro

-- Foi a oitava queda no ano. De janeiro a setembro o carro está 0,42% mais barato.
-- A Peugeot foi a que mais subiu: + 3,84%. A Lifan foi a que mais caiu: - 4,9%.

O Preço de Verdade do carro zero teve nova queda em setembro, ficou 0,21% mais barato em relação a agosto. No ano, o carro já está 0,42% mais barato.

Nesses nove meses - janeiro a setembro - houve apenas dois aumentos, em fevereiro e em julho. Nos demais meses o preço do carro zero caiu. Setembro registrou a segunda maior queda no ano, perdendo apenas para agosto, quando o preço caiu 0,47%.

Das grandes, a GM e Ford apresentaram alta de preço no mês, enquanto os carros da Fiat e da Volks ficaram mais baratos.

A marca que mais subiu foi a Peugeot, com aumento de 3,84% no mês passado. A Lifan foi a que mais caiu: os preços dos carros chineses ficaram 4,9% mais baratos.

Veja a evolução dos preços de cada marca no mês setembro

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 13h12


14/10/2011

Consumidor vai às compras e cresce a venda de importados

Muitos importadores entraram com recurso na Justiça solicitando a revisão da decisão do governo de cobrar 30 pontos percentuais a mais de IPI dos carros importados. Outros apostam na prorrogação do início da cobrança do IPI para dezembro, pois a cobrança imediata seria anticonstitucional.

Outros ainda, menos otimistas, negociam melhores condições de compra com os fabricantes, buscam reduzir custos de operação e negociam a diminuição de margem com os distribuidores.

Cético, o consumidor ignorou as tratativas dos importadores e foi às compras, para garantir o seu carro pelo preço antigo. O resultado das vendas em setembro confirmou esse aumento da procura: enquanto as vendas de carros e comerciais leves caíram 4,6% em setembro, em relação a agosto, todos os carros importados, sem exceção, tiveram crescimento de vendas. A marca que menos cresceu, a Mercedes-Benz, vendeu 9,79% a mais do que no mês anterior, mesmo considerando que setembro teve dois dias a menos (21) do que agosto (23).

Quer dizer, enquanto as vendas totais caíram 4,6% no mês, as de importados cresceram, em média 10,2%.

Embora com participação ínfima no mercado em termos de unidades vendidas, a Jaguar foi a marca que mais cresceu no mês: vendeu 17 carros em setembro, contra 9 em agosto, o que lhe garantiu um aumento de 88%. A Porsche foi a segunda marca que mais cresceu, vendeu 153 carros, 62% a mais que em agosto, quando vendeu apenas 94.

A manutenção dos preços foi fundamental levar o consumidor às concessionárias, o que foi feito por quase a totalidade das empresas. A Kia, líder dos importados, não majorou os preços do estoque e o resultado foi a maior venda mensal da história, com 9.054 carros, principalmente Picando, Sportage e Cerato, os três modelos mais procurados. E quem comprou, ganhou, porque os estoques se esgotaram a as novas remessas vão chegar com o novo IPI, embora o presidente da empresa, José Luiz Gandini, tenha dito que não vai repassar o IPI integral e nem mesmo de uma vez.

A Kia, que em agosto vendera 6.811 unidades, teve um crescimento de 32,9% em setembro.

Marcas como BMW, Míni, Volvo e Lifan, Subaru e Audi aumentaram as vendas em mais de 15% em relação a agosto. A BMW vendeu 1.380 unidades, a Míni 354 e a Volvo 576.

Land Rover, Jinbei, Suzuki e Sangyong cresceram acima de 10%. A Land Rover, por exemplo, vendeu 918 unidades em setembro, contra 812 em agosto.

Se vira nos 30

Todas as marcas importadas foram beneficiadas neste primeiro mês após o aumento dos 30 pontos do IPI. Venderam bem acima da média e faturaram alto. Mas daqui pra frente cada empresa vai montar a sua estratégia para "se virar nos 30" pontos adicionais de IPI . Uma coisa é certa, ninguém vai repassar todo o imposto para o consumidor final, pois isso seria um suicídio comercial.

Vai ser um duelo entre a capacidade das operações de importação em reduzir os custos e a disposição do consumidor de pagar mais caro pelo carro importado.

Até a JAC vai ter que se virar nos 30, senão vai sobrar até pro Faustão.


Joel Leite 
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Por Joel Leite às 10h19


13/10/2011

Inflação do Carro tem alta de 0,65% em setembro

A Inflação do Carro da Agência AutoInforme teve alta de 0,65% em setembro, depois de uma leve deflação (- 0,28%) no mês anterior. Os combustíveis continuam pressionando o índice para cima, mas outros itens estão registrando altas expressivas este ano.

Com o preço dos combustíveis nas alturas (etanol e gasolina juntos já subiram 11,57% de janeiro a setembro), o motorista está pagando na média 6,57% mais caro para andar e fazer a manutenção do carro este ano.

Mas alguns itens tiveram altas maiores, como o serviço de estacionamento, com aumento de 14,3%, o seguro (+ 11,69%) e o jogo de velas, que subiu 17,01% nos nove primeiros meses do ano.

Diferentemente dos anos anteriores o preço do etanol está se mantendo em nível elevado mesmo no período da safra, o que desestimula o consumidor, que prefere abastecer com gasolina.

A Inflação do Carro só não está maior graças a alguns itens da cesta de produtos e serviços que tiveram queda no preço.

É o caso dos pneus, que tiveram leve queda no preço, ficando 0,47% mais baratos. Uma lavagem simples do carro também está custando menos, -8,5% em relação ao preço pago em dezembro do ano passado.

Em setembro o item que mais subiu foi o álcool, + 2,47%, seguido do estacionamento (+ 2,26%) e lavagem completa (+ 2,16%).

Lona de freio (-0,72%), balanceamento (-0,59%) e correia dentada (- 4,86%) foram os itens que mais caíram no mês.

A pesquisa da Agência AutoInforme detectou uma diferença muito grande nos preços entre um estabelecimento e outro, por isso aqui vai o alerta: antes de comprar a peça ou fazer o serviço, consulte vários fornecedores para buscar o menor preço.

Veja os ítens que mais subiram e caíram de preço em Setembro.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 12h21


11/10/2011

Renault dá mais poder a Carlos Ghosn

A Renault anunciará nesta sexta-feira (14) uma reorganização de sua estrutura diretiva que dará maior poder ao atual presidente e conselheiro delegado da corporação, o brasileiro Carlos Ghosn. Com esta mudança a empresa criará uma nova e Diretoria de Gestão de Auditoria Risco, com Farid Aractingi na cabeça e que estará subordinada ao controle de Ghosn, enquanto a diretora delegada da Presidência da empresa, Mouna Sepehri, assumirá a responsabilidade sobre a proteção do patrimônio.

Carlos Ghosn disse recentemente que precisava de um diretor de Operações. "Mas só há um chefe. Eu sou o oficial e mais ninguém. Eu sou responsável por direcionar os negócios para os acionistas".

Essa declaração veio depois que Ghosn foi acusado de não se envolver o suficiente com a Renault, em benefício da Nissan, da qual também é presidente. Em maio Ghosn deu uma entrevista onde manifestou o seu desejo de ficar mais tempo na França.

As mudanças organizacionais são projetadas para se concentrar uma maior responsabilidade na pessoa de Ghosn, que também vai liderar o departamento de Recursos Humanos e outras áreas operacionais.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 18h12


BMW vai fabricar carbono super leve

A SGL Automotive Carbon Fibers, empresa que faz parte do grupo BMW, começou a produzir em sua fábrica de Lago Moisés, em Washington, uma nova fibra de carbono que deve revolucionar o mercado. A fábrica produzirá plásticos reforçados de fibra de carbono muito mais leve, que serão utilizados nos novos carros da BMW a partir de 2013. O investimento será de US$ 100 milhões.

A empresa afirma que para se preparar o início da produção em grande escala dos carros BMW i em 2013 é preciso iniciar a fabricação da fibra de carbono agora. Toda a eletricidade utilizada na fábrica virá de uma hidrelétrica local com energia limpa e renovável.

Graças às abaixas emissões e à cadeia de valor agregado projetada para ser sustentável em toda a linha de produção, os números de emissões do ciclo de vida para o i3 BMW são pelo menos um terço menor do que para um carro de motor de combustão altamente eficiente. Se a BMW trabalhar com eletricidade de fontes renováveis, os números chegam bem acima do que 50%.

A tecnologia de fibra de carbono mudou fundamentalmente a indústria automobilística, tornando-se cada vez mais importante na busca de materiais mais leves para reduzir o consumo de combustível e reduzir as emissões de CO2.

Com a nova fábrica a o grupo está mostrando que as inovações sustentáveis proporcionarão uma mobilidade individual mais limpa no futuro. O primeiro veículo a usar fibras de carbono produzido na fábrica em Lago Moisés será o i3 BMW, um carro totalmente elétrico projetado para atender às necessidades de mobilidade dos motoristas em áreas urbanas com altas taxas de população mundial. Alimentado somente com eletricidade para atender as demandas de mobilidade sustentável e livre de emissões, BMW i3 envolve uma maneira inteligente de transporte urbano diário.

As fibras de carbono são transformadas em tecido de fibra de carbono leve na joint venture localizada em Wackersdorf, Alemanha. As peças de plástico e componentes de fibra de carbono reforçado (CFRP) serão produzidos a partir desses tecidos na fábrica da BMW em Landshut, Alemanha. O novo BMW i3 será produzido em Leipzig, na Alemanha.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 12h52


10/10/2011

Presidente da Ford diz que carro brasileiro será mais competitivo

O presidente da Ford, Marcos de Oliveira, disse ao repórter José Carlos Pontes que o governo acertou ao exigir que as montadoras tenham 65% de peças nacionais. Para ele, estava ficando muito fácil fabricar carro no Brasil.

"Era só ter um barracão e montar os carros".

Mas ele acha que o governo pode fazer alguns reajustes na lei, como iniciar com um percentual menor de peças locais e chegar em 2016 com os 65%.

Marcos de Oliveira disse ainda que o governo deve anunciar novas medidas que vão dar maior competitividade nos carros brasileiros.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 14h32


Toyota é a mais valiosa do mundo

A Toyota é a empresa automobilística mais valiosa do mundo, conforme ranking elaborado pelo Interbrand. Segundo o estudo, a Toyota tem um valor de mercado equivalente a U$ 28 bilhões.

A Mercedes-Benz é a segunda mais valorizada, com U$ 27,7 bilhões e a BMW a terceira, valendo U$ 24,7 bilhões.

Todas as dez mais valorizadas aumentaram o seu valor em relação ao ano passado. A Hyundai (oitava colocada) foi a que mais cresceu, aumentando seu valor em nada menos do que 19% em relação ao ano passado.

Aparecem ainda na lista das dez empresas do setor automobilístico mais valorizadas no mercado mundial Honda, Volkswagen, Ford, Audi, Porsche e Nissan. Veja o ranking e o valor de mercado de cada marca

Nenhuma marca de veículos, no entanto está entre as dez mais valiosas do mundo, considerando todos os setores. O ranking geral é liderado pela Coca-Cola, marca avaliada em U$ 71,8 bilhões (veja as dez maiores em todos os setores)

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 14h30


Outubro começa com vendas em alta

 

Foram vendidos 67.486 carros e comerciais leves na primeira semana de outubro, com cinco dias úteis. A média diária, de 13.497 unidades, é alta se comparada aos primeiros dias dos meses anteriores.

Normalmente as vendas são fracas na primeira semana, melhorando depois. Se isso se repetir este mês, setembro deverá registrar um ótimo desempenho.

A média diária de outubro, até agora (13.497) está bem abaixo da média de setembro (13.983), mas melhor que a de agosto, quando foram vendidas 13.385 unidades/dia.

O ranking por marca está inalterado, mas a Renault avança (4.829 carros em cinco dias) e se aproxima da Ford (5.990). Até sexta-feira a diferença entre as duas estava em apenas 1,7 ponto percentual em favor da Ford.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 14h27


07/10/2011

1.176 Cruze e 39 Cobalt licenciados em setembro

-- Vendas do sedã da GM são de apenas 10 dias; Cobalt deve chegar até o fim do ano. 
-- Fiat emplaca 1076 Cinquecento e 617 Freemont. Chery vendeu 1.926 QQ. 
-- Veja o ranking dos 100 carros mais vendidos em setembro.

Não houve mudanças no ranking dos dez carros mais vendidos no Brasil em setembro, com Gol e Uno sendo os únicos na faixa acima das 20 mil unidades (o Gol na frente, com 24,5 mil e o Uno em segundo, com 22,1 mil), o Celta destacando-se em terceiro com 13,6 mil e três carros disputando a quarta posição: Classic, Fox e Strada, com vendas entre 9,9 mil e 9,6 mil.

A seguir vem o Sandero em sétimo lugar, o único da faixa dos oito mil (8.721); depois surgem Palio (7,7 mil) e Voyage (7,4 mil) na faixa dos sete e na última posição do ranking dos Dez Mais está o Fiesta hatch, com 6.235 unidades comercializadas no mês.

Mas o ranking de setembro teve novidades. O Cruze, da GM, com apenas dez dias de vendas, fechou o mês com 1.176 unidades. E o mais surpreendente foi o licenciamento de 39 unidades do Cobalt, o novo carro pequeno da GM que sequer foi lançado e deve chegar até o final do ano.

A GM tenta se recuperar do tempo perdido, quando envelheceu seu catálogo e perdeu mercado. Com os novos carros a empresa pretende vender 670.000 unidades este ano no Brasil, ou mais da metade do 1,1 milhão de unidades que quer vender na América do Sul.

Os dois novos da Fiat também aparecem bem posicionados em setembro. O Cinquecento vendeu 1.076 unidades e o utilitário esportivo Freemont vendeu 617 carros.

De uma forma geral, todos os importados cresceram, em alguns casos houve aumento de vendas surpreendente. Mas esse comportamento é pontual, por causa do anúncio pelo governo do amento de 30 pontos percentuais de IPI para carros importados. Carros como Tiguan (582 unidades) e BMW X1 (577 carros), tiveram um desempenho de vendas muito superior à média dos meses anteriores.

Neste mês de outubro, quando muitas importadoras ainda estão com estoque antigo, a venda de carros estrangeiros pode ainda se manter em alta.

Clique e veja o ranking dos 100 carros mais vendidos no mercado brasileiro em setembro.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 16h38


JAC anuncia fábrica, mas quer mudança no decreto

O empresário Sérgio Habib garante que o anúncio da definição da construção da fábrica da JAC no Brasil não foi antecipado por causa do decreto do governo que aumentou em 30 pontos o IPI para importados.

De fato, as conversações com o governador da Bahia, Jaques Wagner (onde será localizada a unidade), já tinham sido iniciadas antes do decreto. Mas ao protocolar hoje (7) no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em Brasília, o plano para a implantação da fábrica, ele espera que o governo "crie condições para promover alterações no decreto publicado recentemente", conforme disse.

A fábrica, em Camaçari, ficará pronta em 2014, quando será produzido um carro de entrada, ao preço final abaixo de R$ 40 mil e terá motor flex. Até lá, o empresário quer melhores condições de comercialização dos modelos importados da China.

A fábrica terá capacidade para produzir 100 mil unidades anuais em dois turnos e vai criar 3,5 mil novos postos de trabalho diretos, com investimento de R$ 900 milhões, conforme já tinha sido anunciado. O grupo SHC terá 80% do capital e a JAC Motors da China 20%.

O projeto inclui um centro de desenvolvimento tecnológico, centro de estilo e design, laboratórios de controle de emissão, pista de testes e centro de capacitação profissional.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h04


Com a palavra, o poderoso Carlos Ghosn

-- Chefão da Renault-Nissan fala de investimentos, aumento do IPI, preços, impostos e prevê: o Brasil vai passar o Japão; ninguém vai deixar de investir aqui.

O tempo de Carlos Ghosn, o brasileiro todo poderoso do grupo Renault Nissan, vale ouro. As raras entrevistas são cronometradas, as suas viagens pelo mundo são feitas numa aeronave particular, para economizar tempo.

O avião tem sala de estar, internet, copa e cozinha e cabine com chuveiro. Ele passa boa parte do tempo viajando entre França e Japão (as sedes das duas empresas), e mais todos os países onde o grupo tem algum interesse, quase sempre recebido em audiência com chefes de estado e de governo, como aconteceu na semana passada com a presidenta Dilma Rouseff, quando anunciou os investimentos do grupo no Brasil.

Quarta-feira (6), em Curitiba, Carlos Ghosn detalhou o investimento da Renault no Paraná e ontem (6), no Rio, fez o anúncio oficial da construção da fábrica da Nissan em Resende.

Tratando-se de quem é, foi um privilégio ter sido recebido para um almoço após o lançamento do Duster, na terça-feira (4) em Foz do Iguaçu.

Ele falou dos planos das duas marcas no Brasil e no mundo para o próximo período, da expectativa de ampliação das vendas e deu total apoio às novas medidas de aumento de IPI.

A Renault quer conquistar 8% do mercado até 2013, para isso não é preciso ter um carro de ponta no segmento de entrada?

"Traçamos esse objeto, de 8% em dois anos, sem considerar um novo carro de entrada. Isso não quer dizer que não temos planos nesse segmento, mas não é uma ação fundamental nesse momento. Temos o Clio, um projeto já pago, que vende 25 mil unidades por ano e dá lucro.Velho porque? Quantos anos tem o Uno? 40? E é o carro mais vendidos da Fiat. Em termos de longevidade somos amadores."

A Nissan acabou de lançar o March, um caro de entrada. Não é conflitante? As duas marcas não vão competir entre si?

"As pesquisas mostram que o consumidor Renault é diferente do consumidor Nissan. Ao considerar comprar um Renault, a pessoa leva em conta também a GM, a Citroën, a Peugeot e a Ford. Já o consumidor da Nissan considera a Hyundai, a Kia, a Honda e a Toyota. É curioso, são perfis totalmente diferentes."

O Duster de entrada custa no Brasil R$ 50,9 mil. O carro é exportado para a Argentina e lá custa R$ 40 mil. Como se explica isso?

"Culpa do imposto no Brasil. Aqui, a cada R$ 100 mil, paga-se R$ 48 mil de imposto. Na Argentina, a cada 100 mil, paga-se R$ 28 mil. Se o produto não dá lucro como a empresa vai investir? O lucro é normal numa empresa. Tem gente que acha que é errado ter lucro. Não somos bandidos, somos empresários. Agora, é verdade que uma empresa precisa investir: não é possível ter lucro e não investir. Mas é verdade: hoje o lucro no Brasil é maior do que o lucro médio que a Renault tem no mundo."

Qual a importância do Brasil para o grupo?

"Este ano o Brasil será o segundo maior mercado da Renault no mundo, com cerca de 200 mil unidades. A França vende meio milhão por ano, mas o Brasil está crescendo enquanto a maioria dos mercados está estacionada. A aliança Renault-Nissan vai aumentar em 400 mil unidades as vendas até 2013 e chegar a dois milhões de carros. Desses 400 mil, 100 mil serão vendidos a mais no Brasil. Os outros 300 mil serão aumento de vendas na Índia e na Rússia. Dos três, a Índia é a que mais vai crescer, pois tem apenas 13 carros para cada 1000 habitantes. O Brasil tem 250 para cada 1000, e também tem um potencial enorme de crescimento.

A decisão do governo de aumentar o IPI em trinta pontos percentuais para carros com menos de 65% de índice de nacionalização foi acertada?

"Sim. A presidenta Dilma está priorizando o desenvolvimento interno, a produção local. Ninguém sabe se o real vai cair ou vai subir no futuro, a única segurança para o País é ter uma balança comercial favorável. As medidas do governo não vão modificar o processo do setor automobilístico, mas apenas acelerar as ações dos fabricantes. Nós todos (as montadoras) vamos investir no Brasil isso não há dúvidas, pois é o quarto mercado do mundo. E vai passar o Japão, será o terceiro. Não faz sentido uma operação de importação no Brasil por longo prazo. As medidas do governo vão apenas acelerar essa tendência.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 10h59


05/10/2011

Toyota anuncia venda do Prius no Brasil

 

A Toyota anunciou hoje que vai vender no Brasil o modelo híbrido Prius, a partir do segundo semestre do ano que vem. O Prius é o primeiro carro híbrido (com um motor a combustão e outro elétrico) produzido em escala comercial. Lançado em 1997 no Japão, o Prius já vendeu 2,3 milhões de unidades, sendo um milhão nos Estados Unidos.

O anúncio foi feito na cidade de Maragogi, Alagoas, pelo diretor comercial da empresa, Luiz Carlos Andrade Junior, onde está localizada a APA (área de proteção ambiental) da Costa dos Corais, o segundo maior banco de corais do mundo, onde vivem milhares espécies de peixes e outros animais marinhos e que abrange onze municípios dos estados de Alagoas e Pernambuco. A Fundação Toyota financia a proteção do habitat, que é o berço de uma em cada quatro espécies marinhas e abriga dois animais ameaçados de extinção: o peixe boi e o Mero.

O Prius foi o carro mais vendido no Japão no ano passado e em nove anos (2000 a 2009), ele deixou de emitir 19 toneladas de CO2 na atmosfera. O sistema híbrido reduz 30% das emissões e torna o Prius o carro mais econômico do mundo, segundo a Toyota.


O lançamento do Prius no Brasil começa agora, e será feito em quatro etapas, começando com uma campanha de conscientização do sistema e a divulgação do nome do carro. Em seguida a Toyota vai veicular campanhas com celebridades falando do sistema híbrido, e depois, manter relacionamento com clientes potenciais e finalmente fazer exposição e test drive com clientes nas concessionárias. Para isso trouxe 15 unidades do carro.

Enquanto isso, a empresa fará gestões junto ao governo para buscar incentivos para a venda do sistema híbrido.

Joel Leite, de Maragogi

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Por Joel Leite às 11h29


Duster, o primeiro concorrente do EcoEsport

-- Utilitário esportivo da Renault chega com preço atraente: R$ 50,9 mil.
-- Feito no Paraná, é vendido na Argentina a R$ 10 mil mais barato.
-- Carlos Ghosn apoia o aumento do IPI para carros com menos de 65% de nacionalização.

A Renault anunciou ontem (4) os novos investimentos no Brasil, no momento em que lança o Duster, um utilitário esportivo pequeno que vai brigar diretamente com o EcoSport. É o primeiro concorrente direto do carro da Ford, que dominou o mercado sozinho nesses 8 anos (foi lançado em 2003).

O Duster foi apresentado ontem em Foz do Iguaçu, no Paraná e a boa surpresa foi o preço: a versão de entrada, com motor 1.6, ar-condicionado e direção hidráulica, vai custar R$ 50,9 mil. Mesmo assim, o preço é R$ 10 mil mais caro do que na Argentina, para onde o carro é exportado do Brasil. O preço de US$ 22,2 mil na Argentina é, segundo a Renault, por causa do imposto menor no país vizinho. A versão mais cara, com motor 2.0 e tração nas quatro rodas, vai custar R$ 64,6 mil.

Carlos Ghosn, o brasileiro presidente mundial do grupo Renault-Nissan, disse que o Brasil é parte importante no crescimento traçado pela Renault no mundo, nos próximos dois anos.

O objetivo é vender dois milhões de carros em 2013, 400 mil a mais do que em 2010. Desses, 100 mil serão vendidos no Brasil. Os outros 300 mil deverão ser vendidos na Índia e na Rússia. Esses são os três mercados em que a Renault está apostando no próximo período.

A aposta maior é na Índia, onde, segundo Ghosn, a possibilidade de crescimento é muito maior: "A Índia tem 13 carros para cada 1000 habitantes; o Brasil tem 250 para 1000".

Esse aumento de vendas no Brasil deverá resultar numa participação de 13% do grupo (as duas marcas) em 2016. Hoje a Renault tem 6% do mercado e a Nissan 2%.

Carlos Ghosn disse que a medida do governo que aumentou o IPI com o objetivo de ampliar o índice de nacionalização dos carros produzidos no Brasil, está correta. Ele acha que, além dessa medida, a desvalorização do real veio de encontro aos interesses do País e isso vai fazer as montadoras investirem na produção.

"O Brasil é um dos maiores mercados do mundo. Já é o quarto e será o terceiro, vai passar o Japão. Por outro lado, será ameaçado pela Índia. Por isso todos nós (montadoras) vamos investir aqui. Importação não faz o menor sentido no longo prazo. As medidas do governo vão apressar esses investimentos.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 10h12


03/10/2011

Efeito IPI faz setembro ter a segunda melhor venda diária

-- No total foram vendidos 293.649 carros e comerciais leves no mês, que teve apenas 21 dias úteis.

As vendas de carros e comerciais leves em setembro atingiram 293.649 unidades, a terceira melhor do ano, perdendo apenas para agosto (307.857) e maio (300.566), conforme os números provisórios do Renavam. Mas a venda diária, de 13.983 unidades, foi a segunda melhor do ano.

O aquecimento das vendas ocorreu por causa do anúncio do aumento do IPI em 30 pontos percentuais para carros importados fora do eixo Mercosul-México. O consumidor correu às revendas para aproveitar o estoque sem o aumento.

As vendas diárias em setembro só foram menores que as de abril, quando foram comercializadas 14.337 unidades por dia.

Tanto que as vendas de importados cresceram, com marcas como Kia, Hyundai, Land Rover, BMW e Audi vendendo acima da média.

A Fiat manteve a liderança, apesar da pressão da Volks: ficou com 20,6%, contra 20,05% da concorrente. A GM tem 18,28% e a Ford caiu para 8,68%, apenas 2,5 pontos na frente das Renault. Na briga das chinesas, a Chery levou a melhor no mês: vendeu 2.998, unidades, 62 a mais do que a JAC.

(veja ranking de setembro)

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h20


Sobre o autor

Joel Silveira Leite é jornalista e pós graduado em Semiótica e Meio Ambiente. Diretor da Agência de Notícias AutoInforme, responde pelos sites Auto Informe e Eco Informe. Joel apresenta o Boletim AutoInforme nas rádios Bandeirantes, Band News e Sulamérica Trânsito. É colunista em várias publicações.

Sobre o blog

O blog apresenta uma visão do mundo dos automóveis e dos homens. É um veículo que não tem compromisso com a imparcialidade e a isenção (como os outros dizem que têm) além de tratar de assuntos como política, sociedade, meio ambiente, mídia, gastronomia.

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