UOL Carros

30/11/2011

Indústria quer melhorar a competitividade

Embora tendo apresentado uma queda na participação de vendas de 1,4% neste ano (janeiro até ontem, 29 de novembro) e ter ameaçada a posição de quarta maior montadora do País, a Ford está otimista com o mercado brasileiro.

O presidente Marcos Oliveira disse que a Ford foi a marca que mais vendeu no Brasil na faixa de preços acima de R$ 50 mil, e que nos próximos anos vai atuar em segmentos de veículos leves onde hoje não atua, sem explicar exatamente em que categoria de carros a empresa vai apresentar novidades.

Disse que, em cinco anos, os produtos Ford na América do Sul serão todos globais e que o crescimento previsto do mercado para o ano que vem, de 5%, é um bom crescimento, assim como será bom os 5% de aumento de vendas neste ano.

Sobre o mercado total, Marcos Oliveira disse que 2011 tinha tudo para dar errado: crise na zona do euro, crise nos Estados Unidos, conflitos no Oriente Médio, tsunami no Japão. São fatores externos que influenciam no cenário doméstico, porque geram desconfiança, incertezas. Mas não foram suficientes para causar um tropeço no caminho que o Brasil leva adiante.

O presidente da Ford traçou um quadro altamente positivo da economia brasileira e elogiou as ações do governo no setor. Para o dirigente, o cenário de incertezas causado pelas crises externas fez o governo tomar medidas que mantiveram a economia no rumo.

"Os juros Selic cresceram e depois caíram rapidamente, o governo tomou a decisão correta no momento certo", disse, e foi além: "a inflação ia estourar, ia passar do limite estabelecido de 6,5%, o governo reagiu e agora já está sob controle".

"As reservas cresceram, a taxa de desemprego é uma das menores da história. E o mais importante - acha Marcos - foi o governo fazer com que o consumidor mantivesse a confiança no País."

Quando o consumidor começa a ter dúvida sobre o futuro, desconfia que pode ficar sem emprego, então ele para de comprar e a economia desacelera. Isso não aconteceu e garantiu o ritmo do consumo, explicou o dirigente.

Para Marcos, crescer 5% é melhor do que crescer 30%: é mais saudável. É um crescimento sustentável e permite que os fabricantes façam um planejamento mais adequado.

Mas (e lá vem o mas, para estragar tudo), o dirigente reclamou do custo de produção no Brasil e disse que a agenda do setor para os próximos cinco anos é "melhorar a competitividade": fazer mais com menor custo.

Marcos repetiu a pesquisa encomendada pela Anfavea que mostrou um custo de produção de carros no Brasil maior que de alguns outros países. Enquanto a China tem um custo cujo índice é 100, na Índica o custo é 105, no México 120 e no Brasil 160. Mais: disse que a competitividade cresceu nos últimos cinco anos, por várias razões:
- aumento do preço da matéria prima,
- aumento do custo da mão de obra,
- gargalos logísticos por causa do crescimento do País. "O Brasil cresce mais rapidamente que a infra estrutura.
- valorização da moeda, que torna o produto brasileiro mais caro.

Por tudo isso, mesmo após tanto elogio ao País, o presidente das Ford fez uma ameaça, dessas que os grandes fabricantes fazem de vez em quando para mostrar poder ao governo e à sociedade:

"Como brasileiro, eu digo: não queremos abandonar a produção no Brasil".

Como assim? Quer dizer que a Ford pensa nessa possibilidade? Se não for obtida a produtividade desejável fecharia suas fábricas no Brasil?

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h16


25/11/2011

Ardila, uma injeção de pessimismo

Jaime Ardila, presidente da GM para a América do Sul, disse ontem (24) durante o Congresso da Fenabrave, que se realiza em São Paulo, que as vendas de veículos no Brasil não vão crescer em 2012. A previsão do dirigente repercutiu na imprensa nacional e internacional, com jornais anunciando a "desaceleração da expansão brasileira".

Uma agência de notícias latino americana distribuiu hoje a manchete "El mercado automotor brasileño desacelera su expansión". O jornal Brasil Econômico, entre outros, estampou o pessimismo: "Mercado de Automóveis desacelera em 2012 no País".

Mas Ardila foi voz destoante. Os demais dirigentes ouvidos no evento dos concessionários prevêem um crescimento em torno de 5% em relação a 2011. Marcos Oliveira, da Ford, também palestrando ontem no congresso, enfatizou o bom momento do País depois de ter vivido um cenário de incertezas com a crise internacional. Disse que o crescimento em 2011, em torno de 5%, é bastante satisfatório ("crescimento de 15%, 20% é insustentável"). Ele acha que a partir de 2012 o aumento de vendas deve acompanhar o crescimento do PIB.

Philippe Varin, presidente mundial da PSA - Peugeot Citroën, disse no mesmo congresso que o Brasil é o "país do presente":

"O Brasil está no centro do mundo, portanto no centro da nossa estratégia", disse, lembrando que, depois de 200 anos, o desafio da empresa é o outro lado do Atlântico. O grupo quer crescer de 5,2% para 7% até 2015.

Perguntado sobre a possibilidade do Brasil não crescer no ano que vem, o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, sugeriu ao jornalista fazer uma média das previsões. Zero de um, oito do outro, a média dá quatro. "Acho que o Brasil cresce entre 4% e 5% nos próximos anos, sempre acompanhando o aumento do PIB".

Fico com os otimistas. Primeiro pelos mesmos motivos já tanto explanados - entre eles crescimento da renda, aumento do crédito - que têm levado o Brasil a superar as dificuldades surgidas nesses últimos anos, interna e externamente. Segundo porque os dirigentes da GM não são, digamos, verdadeiros experts em previsão. Ou são muito precavidos. Em 2007 o então presidente da filial brasileira, Ray Young - também daquela vez contra a previsão da maioria dos dirigentes - fez uma projeção de crescimento de 4%. Deu 27,7%.

Além disso, no caso de Jaime Ardila, a situação se agrava porque ele costuma falar além da conta. Durante o lançamento do Captiva, em 2008, na cidade de Los Cabos, México, ele contou uma piadinha inconveniente, mostrando preconceito em relação a um país latino americano. Em seguida, sugeriu que estava com os jornalistas "na mão", porque estava dando de comer a eles. Pegou mal.

Claro que um dirigente deste naipe tem condições de fazer previsões mais certeiras do que os analistas de plantão. Mas a repercussão da palavra de Ardila sobre a "estagnação" do mercado brasileiro também pegou mal. Como a piadinha.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 17h45


Duster lidera no primeiro mês de vendas

 

A entrada do Duster no mercado foi arrasadora. Lançado dia cinco de outubro, o utilitário esportivo da Renault já mostrou a que veio. Nos primeiros quinze dias úteis de novembro (até a última quinta-feira) ele vendeu 2.731 unidades, ficando com 5,2% de todo o segmento de comerciais leves (incluindo vans, picapes e jipes).

O Duster vendeu 40% a mais do que seu mais sério concorrente, o Ecosport. O carro da Ford vendeu no mesmo período 1.945 unidades. O CRV, da Honda, é o terceiro utilitário esportivo mais vendido, com 1.296 unidades no período, seguido pelo Tucson, da Hyundai, com 1.175.

Veja a lista dos utilitários esportivos mais vendidos este mês (números parciais)

Ranking de vendas de utilitários esportivos 
(1 a 23 de novembro/2011)

Class.CarroUnidades
Duster

2.741

Ecosport

1.945

Honda CRV

1.396

Tucson

1.175

Pajero

990

Ix35

908

Mitisubishi ASX

818

Captiva

792

Hilux SW4

779

10ºKia Sorento

736

Renavam

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 15h10


Abeiva reage: falar de invasão (de importados) é um delírio

A queda de braços entre governo e importadoras de veículos está longe de ter um fim. José Luiz Gandini, presidente da Abeiva - Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, questionou as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega. O ministro disse que a iniciativa de aumento do IPI em 30 pontos percentuais para os importados foi "bem sucedida".

Em nota, Gandini afirmou que a atitude do governo "feriu a leis de comércio internacionais, os direitos dos cidadãos brasileiros, a livre competição e que em nada vai contribuir para o aumento da competitividade setorial."

Gandini disse ainda que "o governo, erroneamente, não considerou o impacto da globalização dessa indústria, que tem se pautado no desenvolvimento de plataformas globais, adequação dos veículos dessas plataformas para cada mercado e região e complementação de portfólio de produto para segmentos específicos".

Gandini afirmou ainda que a capacidade instalada global já ultrapassou o limite sustentável de 80% de utilização e a ideia de invasão do mercado por fabricantes de outras regiões é um delírio.

"Muito provavelmente, a presidente Dilma Rousseff não recebeu estudos mais completos do setor no Brasil, pois se considerarmos o total de 677 mil veículos importados de janeiro a outubro deste ano, 75,23% foram trazidos pelos próprios fabricantes e 24,36% por filiadas à Abeiva (outros 0,41% por importadores independentes)".

Para questionar os números do ministro a nota diz que "do total de 2.791.288 veículos emplacados de janeiro a outubro, os importadores sem fábrica do País responderam por apenas 5,91%, ou seja, de 165.114 unidades. Do total estimado de 800 mil veículos a serem importados este ano, deveremos responder 200 mil unidades, ou seja, 25%. O restante é isento da alíquota de importação, pois vem da Argentina e do México". Em relação ao déficit da balança comercial do setor automobilístico, Gandini afirmou que o ministro Mantega "aplicou um antídoto no paciente errado".

"O grande déficit do setor de transportes está na importação desenfreada de autopeças e de veículos da Argentina e do México, pois tecnicamente, eles aparecem na balança comercial como produtos importados.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 13h56


24/11/2011

Vendas atingem três milhões de unidades

A venda de carros e comerciais leves superou três milhões de unidades. Foram vendidos no mercado interno até ontem (23) exatamente 3.011.493 carros, conforme números do Renavam. Nesse total não estão incluídos caminhões e ônibus.

A expectativa é de que em meados de dezembro o número de unidades atinja o total do comercializado no ano passado, que foi de 3.329.404. Assim, o ano de 2011 deve fechar com quase 3,5 milhões de carros e comerciais leves vendidos.

Esse crescimento vem das marcas novas, que apresentaram aumento de vendas acima da média, enquanto as marcas tradicionais continuam em leve declínio: perdem em participação, embora aumentem as vendas em números absolutos.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h48


23/11/2011

Mantega diz que vai controlar preço do carro

Ao participar de audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, hoje à tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o aumento do IPI em 30 pontos percentuais para carros importados, decretado pelo governo e que vai começar a vigorar em 15 de dezembro, protege o trabalhador brasileiro.

"O cidadão é primeiro trabalhador e depois consumidor", disse o ministro, em resposta a um questionamento do deputado Mendonça Filho, do DEM de Pernambuco, que criticou os preços dos carros brasileiros e a reserva de mercado que a medida representaria para a indústria automobilística brasileira.

O ministro disse que tem o compromisso das montadoras de que não haverá aumento de preço. Disse também que o carro vem aumentando abaixo da inflação, informação confirmada pelos estudos de mercado AutoInforme/Molicar.

Os aumentos fora do normal no preço dos veículos nacionais serão monitorados pelo governo. A audiência pública foi convocada para discutir possíveis abusos nas margens de lucro das montadoras instaladas no Brasil, assunto levantado em julho deste ano pela reportagem Lucro Brasil, postada neste blog.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 18h20


A poderosa Hyundai quer fazer história no Brasil


-- Gigante coreana prepara-se para entrar no mercado dos compactos. 
-- O carro - projeto HB - está pronto e começa a ser vendido em 2012.

A Hyundai dá mais um passo importante nas suas ações globais com o lançamento do seu primeiro carro no Brasil, que será produzido na fábrica que a empresa está construindo em Piracicaba, interior paulista.

Com a conclusão da obra, no segundo semestre de 2012, inicia-se a produção do HB, nome do projeto do hatch pequeno que vai concorrer com os líderes do mercado brasileiro. Serão inicialmente 150 mil unidades, mas a produção deverá aumentar com o lançamento da versão sedã e em seguida com um jipinho.

A montadora coreana nos recebeu em Seul, sede desse gigante industrial, que atua em várias áreas da economia, cujos dirigentes foram muito objetivos em relação ao interesse no Brasil: Vamos para ficar, pra fazer história.

Nascida em 1940 numa oficina de reparos em Toungchou, nordeste da Coreia, a Hyundai cresceu reconstruindo primeiro o transporte destruído pela Segunda Guerra e depois firmando contrato com militares estadunidenses e com a ONU para construção de instalações durante a Guerra da Coreia.

A partir de 1999 diversas empresas foram adquiridas e hoje o grupo se divide em três grandes áreas, controladas pelos herdeiros do fundador, Chung Ju Yung, morto em 2001. A Hyundai Motors Group é a maior delas, de onde faz parte a Hyundai Motor Brasil.

A empresa foi classificada em oitavo lugar no ranking Interbrand das marcas mais valiosas do mundo no setor automobilístico.Seremos o primeiro, disse um diretor da empresa, completando:Não sabemos quando. A empresa tem o projeto de tornar-se a mais valiosa e a mais admirada do mundo.

O Hyundai brasileiro

O HB foi desenvolvido para o Brasil, desde o projeto da plataforma. Segundo a Hyundai, é um carro feito especialmente para o País, com dois tipos de motor, 1.0 e 1.6, ambos flex.

A Hyundai fez um trabalho de conhecimento da cultura brasileira, ouviu especialistas, realizou clínicas e promoveu encontros com consumidores potenciais. As informações colhidas no Brasil foram levadas para a Coreia, onde, no Centro Tecnológico de Pesquisa e Desenvolvimento de Namyang, o carro brasileiro foi projetado. Engenheiros e desenhistas coreanos auxiliados por profissionais brasileiros criaram um carro para atender o maior segmento do mercado.

O Centro Tecnológico de Namyang é um dos mais completos do mundo. Ali trabalham 10 mil engenheiros, dos 88 mil funcionários que o grupo tem no país. São desenvolvidos motores e transmissões, tem um centro de design e laboratórios de ergonomia. São feitos também testes de impacto, tudo para as duas marcas do grupo: Hyundai e Kia. O Centro conta com um sofisticado túnel de vento, para desenvolver a aerodinâmica dos carros e uma câmara de choque de temperatura, onde os protótipos são submetidos à variação drástica de temperatura para avaliar a capacidade de enfrentar qualquer situação.

O Centro tem pistas de testes que somam 70 quilômetros de extensão, com 34 tipos de estrada e 71 variedades de piso. Segundo a empresa, estão ali reproduzidas todas as condições de vias que podem ser encontradas no mundo.

CAOA continuará parceira

A operação no Brasil será compartilhada com a atual importadora da marca, a CAOA, que continuará responsável pela importação e comercialização dos carros médios e luxuosos, bem como os utilitários esportivos, enquanto a Hyundai Brasil vai se responsabilizar pelo HB.

Mais concessionárias serão nomeadas, mas a direção da empresa não explicou como será exatamente a divisão das ações da empresa no Brasil entre Hyundai e a CAOA, que hoje é a representante da marca. Atualmente a CAOA é responsável pela nomeação das concessionárias.

Segundo o vice-presidente mundial da empresa, Willian Lee, a parceria da Hyundai Motor Company com o atual importador é muito bem sucedida, não havendo motivo para mudanças; bastando fazer um acordo em relação às novas nomeações.

Na Coreia a Hyundai é uma espécie de Tio Patinhas das histórias de Walt Disney. Ela está presente em todos os setores da economia: indústria automobilística, construção civil, serviços, tratores e máquinas pesadas, tem estaleiros para a construção de navios e uma frota de marinha mercante, atua na indústria ferroviária e possui uma usina siderúrgica que estará entre as dez maiores do mundo a partir do ano que vem, quando o terceiro forno começar a funcionar e a produção atingir 12 milhões de toneladas de aço por ano, sem contar o aço produzido com material reciclado. A Hyundai Steel importa minério de ferro da Rússia, Brasil e Austrália. Tem com a Vale um contrato de fornecimento até 2020.

É na usina que começa o que a Hyundai chama de produção limpa. Para a empresa, não basta fazer carros ecológicos, reduzir as emissões de poluentes, mas construir um processo produtivo sustentável. E isso começa lá no início do processo produtivo, com o cuidado com ao estoque de minério de ferro. O minério é acondicionado em enormes galpões construídos especialmente para isso, evitando que o material fique exposto ao tempo, à chuva e ao vento, o que resultaria num desperdício de cerca de 3%.

A usina atende toda a necessidade da empresa e vende o excedente. Com atuações nos mais diferentes setores, o grupo Hyundai dá suporte para as operações de todas as áreas de atuação. Uma das empresas da área de construção civil do grupo, por exemplo, está construindo a fábrica de Piracicaba, onde a Hyundai começa a fincar um pé no Brasil e na América Latina.

Os dirigentes do grupo nos recebem na sede da empresa na Coreia com muito entusiasmo, curiosos para saber da expectativa em relação ao lançamento de um carro popular da marca no País.

Deram uma indicação clara de que não irão ao Brasil apenas para construir uma fábrica e produzir um carro.

Vamos para o Brasil para fazer história, apontou Willian Lee.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 15h52


21/11/2011

Som, bolsa e estepe são os objetos mais furtados no carro

-- Estudo da Carglass levantou o objetivo dos ladrões que quebram o vidro lateral do carro.
-- GPS e celular também estão na lista dos mais furtados. Veja a lista das dez coisas mais roubadas.

 

Um estudo realizado pela Carglass Brasil na semana de 17 a 21 de outubro mostrou que o sistema de som é o objeto mais roubado dos carros. Mesmo com as melhorias em relação à segurança, como a remoção da frente do rádio e a integração do aparelho no painel do carro - o que dificulta o roubo - o sistema de som continua sendo o mais surrupiado. Ele representa 36% das razões das quebras de vidros laterais atendidas pela empresa no período.

A pesquisa considerou os clientes que solicitaram abertura de sinistro para vidros laterais das portas (foram 187 relatos, ou 19% do total de atendimentos em 60 cidades de 17 estados) e informaram o motivo da quebra sendo furto ou roubo de objetos do interior do veículo.

Em segundo lugar na preferência dos ladrões está a bolsa, razão de 24% dos roubos e furtos.

A empresa considerou surpreendente o número de ocorrências de roubo do estepe: nada menos do que 14% do total. Aparecem ainda com altos índices de roubo com quebra de vidros laterais o GPS (9,6%) e o aparelho celular, com 6%.

Segundo a Carglass, o roubo do estepe tem surpreendido cada vez mais vítimas, que, na grande maioria dos casos, só dá conta da falta do equipamento ao precisar utilizar o pneu. Pelos relatos de clientes, os criminosos quebram o vidro lateral, desbravam o porta-malas e retiram o estepe.

Veja os dez itens mais roubados após a quebra do vidro lateral

1) Aparelho de som 36,0% 
2) Bolsa 24,0% 
3) Estepe 14,0% 
4) GPS 9,6% 
5) Celular 6,0% 
6) Notebook 4,0% 
7) Roupas 4,0% 
8) Óculos 1,0% 
9) Cadeira de bebê 0,5% 
10) Tênis 0,5% 
Fonte: Carglass

Veja também as dicas de prevenção para evitar a quebra de vidro lateral

-- Não deixe nenhum pertence à mostra. Isso serve tanto para o veículo em movimento quanto parado. 
-- 
Jamais permaneça dentro de um carro estacionado, nem quando estiver esperando alguém. A distração aumenta a posição de vítima para os crimes de oportunidade. 
-- Mantenha os vidros fechados em qualquer circunstância para aumentar sua segurança. Lembre sempre que ladrões agem em semáforos disfarçados de ambulantes, pedintes, limpadores de vidros, acrobatas, etc. Também se passam por guardadores de carros, os flanelinhas. 
-- A existência de película de controle solar nos vidros diminui sensivelmente a aproximação de estranhos. Como alternativa, a película de controle solar antivandalismo pode afastar o interesse de seu carro como alvo, ou dificultar o acesso ao seu interior. 
-- Se precisar estacionar em uma via pública procure um local que não tenha guardadores de carro, ou a presença de estranhos. 
-- Ao comprar um talão de zona azul preencha todas as folhas com a placa de seu carro. 
-- Ao deixar seu carro no estacionamento, ou com o manobrista, evite deixar pertences no interior. E ao retirar o veículo certifique-se que os vidros estejam inteiros e o estepe e seus pertences estejam no lugar.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 14h40


18/11/2011

Vendas diárias são as mais altas do ano

 

-- Primeira quinzena registra 14.572 carros/dia
-- Nissan entra na lista das dez mais e Kia cai

Novembro está batendo recorde de vendas diárias. Nos primeiros onze dias úteis do mês foram vendidos 14.572 carros e comerciais leves por dia, totalizando 160.958 unidades até a última quinta-feira.

O resultado diário é melhor do que o registrado em abril, quando foram comercializados 14.337 carros/dia. Se considerarmos que a segunda-feira 14 foi um dia morto, por causa do feriado na terça, as vendas diárias estão num ritmo extraordinário.

A expectativa é de que o desempenho do mercado melhore ainda mais na segunda quinzena, como sempre acontece. No entanto, dificilmente novembro terá novo recorde no ano, porque o mês tem apenas 20 dias úteis. É possível, isto sim, que seja o segundo melhor mês do ano, perdendo apenas para março, quando foram vendidos 337.488 carros e comerciais leves.

Os números parciais da primeira quinzena mostram a manutenção das primeiras posições no ranking. A Renault, quinta colocada, avança em cima da Ford e a Toyota continua em recuperação: passou a Hyundai e está na sexta posição. A Nissan entrou na lista das dez mais. Peugeot e Kia ficaram fora.

Veja as dez marcas mais vendidas na quinzena

 

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 16h58


Ford vai investir R$ 500 milhões em Taubaté

A Ford vai investir R$ 500 milhões na sua fábrica de motores em Taubaté, SP e com isto aumentará a capacidade de produção para 500 mil motores Sigma e 520 mil de transmissões por ano. Com a ampliação a empresa deve abrir mais 500 postos de trabalho, hoje com 1,7 mil empregados.

O momento do anúncio do investimento coincide com a produção de 10 milhões de motores e transmissões. É nesta fábrica que a Ford produz o motor Zetec RoCam, além do Sigma.

Esse novo investimento reitera a nossa disposição de continuar crescendo no Brasil, com a ampliação da fábrica de motores de Taubaté, que adota os padrões mais avançados de tecnologia e qualidade. Ele faz parte da visão de negócios da Ford, com o objetivo maior de entregar o melhor em qualidade, economia e satisfação para os clientes, diz Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 16h02


Venda de motos crescem 18,4% na quinzena

A primeira quinzena de novembro foi positiva para o setor de duas rodas. Os dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motos - Abraciclo, as vendas aumentaram 18,4% em relação ao mesmo período de outubro. Enquanto foram vendidas 77.861 unidades em novembro, na primeira quinzena de outubro as vendas chegaram a 65.754 motos. Se a comparação for feita com a primeira quinzena de novembro de 2010, o crescimento foi de 9%.

Com base nas vendas diárias, que foram de 8.651 motos, a previsão é que o mês feche com um crescimento acima de 18% em relação a outubro. A entidade prevê o emplacamento de 173.025 motos no mês. Isto daria um crescimento de 9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Para o acumulado do ano a Abraciclo trabalha com vendas de 1.753.211 unidades, o que representaria uma elevação de 21% ate o mesmo período do ano passado.

"Os primeiros números de novembro compensam a baixa apresentada nos emplacamentos do mês anterior. O crescimento do setor, em comparação com o ano passado, é evidente quando analisamos os números no acumulado", afirma Roberto Akiyama, presidente da entidade.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 15h58


Ford mostra Mustang 2013 no Salão de Los Angeles

A Ford resolveu aproveitar o Salão do Los Angeles para apresentar a linha Mustang 2013, que começará a ser vendido apenas no segundo trimestre do próximo ano, nos Estados Unidos. E pela primeira vez o carro é apresentado com três versões. Além do Boss 302 e Boss Laguna Seca, haverá ainda o Shelby GT500 com motor de 659 cv, capaz de acelerar a mais de 320 km/h.

O visual ficou mais agressivo com sua grade e o capô redesenhados, mas ele terá também mais tecnologia embarcada. Nos modelos V6 e GT, os faróis HID são acompanhados por duas barras de LEDs. As soleiras agora são da cor da carroceria e a traseira ganhou um painel em preto brilhante e lanternas com LEDs e lentes fumê, que mantêm a luz de pisca sequencial. Os retrovisores têm projetor de luz, que formam a imagem do cavalinho no chão quando se destrava o veículo.

O Mustang com motor 5.0 passa a ter 426 cv e a opção de transmissão automática de seis velocidades SelectShift, que também permite trocas manuais. A versão com câmbio manual tem assistência de partida em rampa, tela de LCD de 4,2 polegadas que mostra as informações de desempenho e consumo. Os Mustangs Boss 302 e Boss Laguna Seca 2013 podem ter agora a cor amarela com listras escuras refletivas, fazendo uma homenagem ao modelo que competiu no Trans-Am Championship em 1970, com o piloto Parnelli Jones.

O Shelby GT500 sofreu mudanças no motor, freios, transmissão, suspensão, eixos, embreagem e carda. O desenho da carroceria foi trabalhado para melhorar a aerodinâmica e a refrigeração, incluindo extratores de calor no capô. O novo motor V8 de 5.8 litros, de alumínio, gera 659 cv e torque de 82,9 kgfm.

Os controles eletrônicos de estabilidade e tração podem ser desabilitados para dar total controle do carro ao motorista. As rodas são de 19 polegadas na frente e 20 polegadas na traseira. Há também a opção de amortecedores com ajuste eletrônico e limitador do diferencial e os freios de seis pistões usam pastilhas com novos compostos.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 15h56


17/11/2011

Pequenas vendem acima da média

Kia, Renault, Citroën e Hyundai tiveram aumento de vendas acima da média este ano, ampliando a participação no mercado de carros e comerciais leves em relação ao período janeiro-outubro do ano passado.

As quatro montadoras tradicionais não aumentaram a participação. Volkswagen e Fiat não acompanharam o crescimento do mercado mas, em números absolutos, aumentaram as vendas em relação ao ano passado, já GM e Ford tiveram queda nominal de vendas.

A Kia cresceu 50%, a Renault 19,8%, a Citroën 14,7% e a Hyundai 8,8%, todas acima do mercado, que teve uma alta de 5,08%. A Volkswagen cresceu apenas 3,2% e a Fiat 1,2%. As outras não tiveram nem mesmo aumento nominal: venderam menos do que no ano passado: a GM caiu 2,4%, a Peugeot 2,8%, a Toyota 3,1%, a Ford 3,8% e a Honda 18%.

Mas se aumentarmos o espectro para as vinte melhores do ranking (com no mínimo cinco mil unidades este ano) as chinesas foram as que mais cresceram. A Chery é a líder: vendeu de janeiro a outubro 17.628 unidades, que, comparadas ao desempenho do mesmo período em 2010, mostra um crescimento de 294%. A Hafei foi a segunda marca que mais cresceu: 138%, com 14.157 carros vendidos de janeiro a outubro. (A JAC, que não atuou no Brasil no período estudado, vendeu 19.442 unidades este ano.)

A Nissan também teve um crescimento excepcional, 77%, com 47.695 unidades vendidas. Depois aparecem, a Suzuki, com crescimento de 60% e a Land Rover, com 51%.

BMW Mitsubishi e Mercedes-Benz também cresceram acima da média. Nenhuma das pequenas teve crescimento abaixo da média do mercado.

Clique aqui e veja o ranking de venda das montadoras

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h00


O Hyundai brasileiro está pronto

Em abril do ano que vem a fábrica da Hyundai em Piracicaba começa a montar as máquinas e a partir daí terá condições de começar a produzir no Brasil. Mas os coreanos vão iniciar a produção do HB - nome provisório do hatch pequeno que vai inaugurar a fábrica no interior paulista - apenas em novembro.

O inicio da produção poderia ser antecipado, pois o carro está pronto em Seul, onde fica o centro de desenvolvimento da Hyundai na Coréia. Ele foi desenvolvido no Centro Tecnológico de Seul, na Coréia, com a contribuição de profissionais brasileiros e já foi testado nas ruas e estradas do Brasil.

É um carro novo, com duas opções de motor, 1.0 e 1.6, ambos flex.

Depois do hatch virá um sedã e mais pra frente um crossover.

A Hyundai vai trazer para o Brasil vários fornecedores da Coréia, que vão fabricar na mesma área em Piracicaba, como fabricantes de bancos e de sistemas elétricos. Eles já estão se instalando na cidade, nove no total. Além disso, já estão homologados vinte fornecedores brasileiros.

Os motores 1.0 e 1.6 poderão ser feitos no Brasil, uma vez que são exclusivos para o Hyundai brasileiro.

O investimento da empresa coreana é de U$ 600 milhões e a produção inicial será de 150 mil unidades por ano.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 10h57


11/11/2011

Renault lança Fluence elétrico por 20,9 mil euros na Europa

A Renault aprendeu duas lições básicas no processo de implantação do carro elétrico no mundo e está considerando essa experiência nas suas ações: 1) As soluções não são individuais, dependem de parceiros, como fornecedores de sistemas, equipamentos, rede de abastecimento. 2) Nada se faz sem os governos dos paises onde o carro elétrico está sendo implantado, pois há necessidade de uma infra estrutura para sua operação.

Além desses dois princípios, a empresa resolveu iniciar a sua operação considerando experiência dos concorrentes, observando erros e acertos e partiu diretamente para o objetivo final da mobilidade de emissão zero: o carro elétrico puro, queimando etapas que outras montadoras tentaram e que, hoje, a Renault considera errada, como os carros híbridos e os sistemas de redução de emissões, como o para e anda.

É com esse espírito que a Renault apresentou em Lisboa o Fluence Elétrico, que começa a ser vendido nos próximos dias na Europa. O lançamento não parece apenas uma ação de marketing, mas uma importante investida nesse segmento. Ele vem acompanhado de outros veículos da série ZE (emissão zero). A marca preparou um catálogo de carros elétricos para atender todos os segmentos do mercado. Nos próximos dias será lançado o Kangoo ZE, versão carga e em meados de 2012 mais dois modelos estão sendo esperados: o pequeno Twizy, um micro carro para duas pessoas, de uso urbano e finalmente o Zoe.

O Fluence ZE é idêntico ao Fluence à combustão, exceto por mínimos detalhes e, claro, o motor elétrico, que tem 75 KW ou 90 cavalos de potência. O carro tem velocidade máxima de 135 km e faz de 0 a 100 quilômetros por hora em 13 segundos. A autonomia é de 180 quilômetros, mas pode variar dependendo da forma de dirigir, da velocidade, do tipo de estrada e da temperatura. Nas condições mais severas ele pode fazer 80 quilômetros com uma carga de bateria e na melhor das hipóteses chega a uma autonomia de 200 km.

Mas parece que a autonomia, antes tão questionada, está perdendo a importância, Primeiro porque 87% dos motoristas europeus andam em média menos de 60 quilômetros por dia, trajeto que pode ser feito com o Fluence sem a necessidade de recarregar a bateria. Segundo porque a estrutura montada para o uso de ZE na Europa permite o recarregamento a qualquer hora nos postos espalhados pelas cidades.

Durante o teste feito de Lisboa a Cascais, no litoral de Portugal, localizamos inúmeros postos de abastecimento, onde pode ser dada uma carga rápida, que demora menos de 30 minutos. Mas não foi preciso usar o sistema público de abastecimento.

A expectativa é de que 90% do abastecimento dos ZE serão feitas em casa ou no escritório. Mesmo assim, alguns países estão montando um sistema de troca de bateria, que permite a substituição do equipamento em poucos minutos, numa operação totalmente automatizada.

O Fluence ZE será vendido no mercado europeu por ? 20,9 mil (versão Expression) e o dono do carro terá que pagar um aluguel mensal de ? 82,00 pelo uso da bateria, que por enquanto não será comercializada, o que foi possível reduzir substancialmente o preço do carro.

No Brasil? Sim, a Renault vai levar algumas unidades, mas a comercialização do carro elétrico no País está distante. As parcerias necessárias (a Renault tem 100 parceiros na Europa) nem começaram a caminhar e o governo sequer discute a questão. Para se ter uma idéia, um carro elétrico pagaria hoje 50% de IPI mais os 30 pontos anunciados recentemente pelo governo, pois o ZE está classificado na nossa legislação como ´´outros´´, isto é: o carro elétrico sequer é reconhecido oficialmente.

Joel Leite, de Lisboa 
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Por Joel Leite às 12h20


Hyundai e Renault desbancam Ford, a ex-grande, em SP e Rio

A era das quatro grandes da indústria automobilística brasileira chegou ao fim. As vendas de carros e comerciais leves em outubro nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos maiores mercados do País, mostram claramente o que já vem ocorrendo há algum tempo. A Ford não consegue se manter no bloco das grandes montadoras - as quatro tradicionais marcas privilegiadas durante décadas com a reserva de mercado - e começa a sucumbir com o crescimento das novas, especialmente a Renault e a Hyundai, que avançam na conquista de pontos de participação no mercado total.

O balanço de vendas em outubro mostra essa decadência. Em São Paulo a Ford foi superada pela Hyundai, ficou com quase um ponto percentual de participação a menos. A coreana vendeu na capital paulista 2.532 unidades no mês, o que representa 8,37%, enquanto a Ford vendeu 2.266, ou 7,49%. Por pouco não caiu para a sexta posição em São Paulo, onde a Renault registrou 7,22% de participação, com 2.183 carros vendidos.

No Rio, a queda da Ford foi mais violenta: a participação da montadora na cidade foi de 6,32% em outubro, com vendas de 800 unidades no mês. A Renault, por sua vez, ficou com 11,97% do mercado local, quase o dobro da concorrente, com vendas de 1.515 unidades.

No mercado nacional a Ford ficou com 8,62% em outubro, contra uma participação de 10,10% no ano passado. A marca também não tem mais nenhum modelo no ranking dos dez mais vendidos. As três grandes têm três carros cada uma na lista (veja quadro) e a Renault tem um, o Sandero, oitavo colocado. O Fiesta hatch, carro mais vendido da Ford, está na 13ª. posição.

O fenômeno não atinge apenas a Ford; mas também as outras marcas tradicionais: Fiat, Volkswagen e GM têm desempenho abaixo da média nos grandes centros urbano, onde estão as maiores concentrações de consumidores e onde o poder aquisitivo é maior.

A GM, exceção, mantém na capital paulista a mesma participação que tem no mercado nacional, até aumenta um pouco: em outubro ficou com 19,3% em São Paulo, contra 18,89 no Brasil. Mas no Rio tem apenas 13,64% das vendas.

A Fiat cai de 21,65% no Brasil para 17,74% no Rio e 15,30% em São Paulo e a Volks, que tem 20,20% das vendas nacionais, fica com apenas 16,83% do mercado carioca e 15,13% do paulistano.

A razão dessa menor participação das marcas tradicionais nos grandes centros é a maior concorrência: as novas montadoras não têm fôlego para montar uma rede de concessionárias tão grande e tão capilarizada como as quatro tradicionais. Preferem concentrar suas forças nos principais mercados e aí a briga pelo consumidor é maior.

Mas mesmo com a natural perda de participação diante da concorrência, as três grandes se mantêm no bloco dianteiro, com uma sólida participação em torno dos 20% no mercado nacional. Já a Ford se desgarra a olhos vistos do primeiro pelotão e fica embolada com as novas, enterrando definitivamente o fenômeno das quatro grandes.

Clique aqui e veja o ranking por marca em São Paulo e Rio de Janeiro

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 12h15


10/11/2011

Portugal, um passo a frente na mobilidade com emissão zero.

 

Para se adequar as exigências do protocolo de Kyoto, que prevê a redução de emissões em todo o mundo, Portugal vem trabalhando na substituição dos combustíveis fósseis por energia renovável, e desde o início do projeto de construção de uma operação para o carro elétrico, o país tem se pautado por alguns princípios, estabelecer emissão zero como cultura nacional, construir uma rede integrada e compatível com qualquer carro de qualquer marca, fazer um sistema competitivo e sustentável e colocar no mercado um carro elétrico com preço de compra e de uso equivalentes com o do carro com motor a combustão.

O resultado dessa política é a posição de Portugal como um dos países mais desenvolvidos na implantação da mobilidade com emissão zero. Em Portugal, o carro elétrico não paga imposto de aquisição, equivalente aos nossos IPI e ICMS e nem o imposto de circulação, o IPVA e tem uma série de benefícios como transitar na faixa de ônibus, ter desconto especial em estacionamento e um bônus do governo de 5 mil euros na hora da compra.

Portugal é o primeiro país da Europa com essa política, por isso aqui foi lançado o Nissan Leaf e está sendo lançado agora o Fluence e o Kangoo da Renault. O país já conta com uma frota de 400 veículos elétricos, um volume bastante razoável para quem vende apenas 200 mil carros por ano.

João Dias, coordenador do governo de Portugal no programa de carro elétrico, prevê que em 2020, 10% das vendas no país sejam de carros com emissão zero. O coordenador é também responsável pelo Mobi E, um programa de mobilidade urbana do qual participam representantes dos 40 maiores centros urbanos do mundo, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro, na busca de soluções para o problema de poluição e da mobilidade urbana.

 

Joel Leite, de Lisboa 
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Por Joel Leite às 11h03


09/11/2011

Novembro tem vendas diárias recorde

As vendas de carros e comerciais leves nos primeiros dias do mês estão superando as expectativas, com média de 15.797 unidades diárias até ontem. Esse número é muito superior ao recorde do ano, em abril, quando foram vendidas 14.337 unidades diárias.

Mas os revendedores garantem que não se trata de uma explosão do mercado e sim um licenciamento retardado por causa do meio feriado do dia 28 do mês passado. Aquela sexta-feira foi Dia do Funcionário Público e por isso os Detrans não trabalharam, deixando de registrar milhares de veículos. Os licenciamentos estão sendo feitos agora, na primeira semana de novembro.

Isso mostra - conforme alertou o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, ao anunciar o balanço de outubro - que o mercado de carros não está em queda, como fizeram supor alguns veículos de comunicação, numa leitura apressada da "queda" de vendas no mês passado.

Até ontem foram comercializadas 62.831 unidades de carros e comerciais leves.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 16h13


Preço do carro OK tem a maior alta do ano: + 0,74%.

O Preço de Verdade do carro zero, isto é, o preço realmente praticado no mercado, teve a maior alta do ano. A pesquisa mensal AutoInforme/Molicar apontou aumento médio de 0,74% em outubro. A maior alta até então tinha ocorrido em fevereiro, quando o preço do carro subiu 0,62%. No acumulado do ano a alta é de 0,31%.

O aumento foi provocado pela medida do governo de ampliar em 30 pontos percentuais o IPI dos carros importados, depois suspensa para voltar a ser efetivada em 15 de dezembro, respeitando a Constituição, que prevê um prazo de 90 dias para o início da aplicação do decreto.

Nesse meio tempo o mercado ficou confuso, com algumas marcas aplicando aumento de preço em seus carros por conta do novo IPI, enquanto outras mantiveram a tabela antiga. Houve também uma corrida às revendas de marcas importadas, pois muitos consumidores quiseram aproveitar a oportunidade e comprar antes do aumento, que afinal não aconteceu.

Essa confusão se reflete agora no balanço de outubro. Além de registrar o maior aumento do ano (e o maior desde abril 2010) o comportamento dos preços foi irregular, com algumas marcas tendo uma variação de até 10% acima e outras com queda de quase 3% (veja tabela).

As chinesas estão nas duas pontas na tabela. Lifan (+ 3,15%), Effa (+ 1,82%) e Hafei (+ 0,94%) foram algumas das marcas que mais subiram de preço no mês, ao lado das coreanas Kia (+1,63%) e Hyundai (+1,58%), que também sofreram diretamente a ação do novo IPI.

JAC e Chery, no entanto, as chinesas mais vendidas, tiveram as maiores quedas no mês. Os carros zero da JAC ficaram 1,47% mais baratos em outubro e os da Chery 2,67%.

A Mercedes-Benz foi a marca que registrou a maior alta, +10,11%, seguida da Porsche, com + 9,25% e da Míni Cooper, cujos carros ficaram 5,68% mais caros em outubro.

Veja o comportamento em outubro das 46 marcas de carros e comerciais leves vendidas no mercado interno

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Por Joel Leite às 16h12


Inflação do carro sobe 0,58% em outubro

 

Ficou 0,58% mais caro andar de carro em outubro. A Inflação do Carro a Agencia Autoinforme registrou a segunda alta seguida, depois da uma pequena deflação em agosto. Com o resultado do mês, a Inflação do Carro acumula alta de 7,2% em 2011.

A pesquisa apura os preços de todos os itens necessários à manutenção do automóvel, além dos itens que o motorista usa andar de carro: combustíveis, peças, serviços, impostos e seguros.

Diferentemente dos meses anteriores, quando os combustíveis (etanol e gasolina) foram os vilões da inflação, desta vez diversos produtos e serviços ficaram mais caros, contribuindo para a alta do mês.

Para alinhar a direção do carro o consumidor passou a pagar 5,92% mais caro em outubro. Fazer o balanceamento de rodas foi o segundo item que mais subiu no mês, alta de 3,28%, e quem precisou trocar as pastilhas de freio pagou 2,45% mais caro.

Os demais itens da cesta de produtos e serviços que mais subiram de preço foram do filtro de óleo e jogo de velas.

Mas teve item que caiu de preço, como o filtro de ar, com queda de 0,88%. O estacionamento por duas horas teve leve queda de 0,74% no mês e o preço da lona de freio também caiu: - 0,36%.

O campeão de aumento no ano é o do jogo de velas, que ficou 19,7% mais caro, seguido pelo estacionamento, que subiu 13,45% de janeiro a outubro.

Inflação do Carro da Agência AutoInforme

Veja os itens que mais subiram em outubro

 

 

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Por Joel Leite às 16h06


Financiamentos de carro crescem 7,2%

O financiamento de carros está crescendo, segundo dados divulgados pela Anef - Associação Nacional de Empresas Financeiras e dos Bancos das Montadoras. Em setembro houve um aumento de 7,2% em relação ao mês anterior e de 13,3% comparando-se com o mesmo mês do ano passado.

"Os números seguem positivos e mantemos a projeção de crescimento próximo de 10% do crédito para aquisição de veículos neste ano", afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef.

O CDC (Crédito Direto ao Consumidor) registrou R$ 167,3 bilhões, alta de 33,3% no mês de setembro, comparado ao mesmo período em 2010. Já o leasing segue em queda e representa R$ 32 bilhões do restante da carteira, um descenso de 36,4% frente a setembro do ano passado.

Em setembro deste ano, o saldo do crédito bancário brasileiro atingiu R$ 1,929 trilhão, passando a representar 48,4% do PIB (estimado em R$ 3,986 trilhões), um crescimento de 3,0 pontos percentuais frente a setembro de 2010.

As taxas de juros vêm sofrendo queda. Enquanto junho fechou com 1,58% a.m, setembro chegou a 1,53% ao mês. Conforme a tendência de 2011, o saldo de inadimplência no CDC de veículos para pessoa física, acima de 90 dias, atingiu 4,4%.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 16h01


05/11/2011

Um Palio para toda a família

 

Dezesseis anos depois de lançado no Brasil, o Palio chega na sua terceira reestilização. Maior, mais bem equipado, mais seguro e mais confortável, especialmente para os passageiros. O carro foi apresentado esta noite em Belo Horizonte e será vendido a partir de R$ 30.990,00 na versão Atractive 1.0, que deverá responder por metade das vendas do modelo. A versão Atractive 1.4 vai custar R$ 34.290,00.

O carro substitui a segunda geração, que vende apenas 1,5 mil unidades por mês, e por isso deve melhorar o desempenho da marca. A Fiat aposta nisso e prevê vendas de cinco mil unidades por mês do modelo novo, que, somadas aos sete mil da versão velha, que permanece em linha, devem levar o Palio do oitavo para o quarto lugar do ranking.

A Fiat tentou atender no novo modelo a reclamação do consumidor que não via nele um carro bom para os passageiros. "O consumidor sempre elogiou o Palio como um carro bom de dirigir, mas criticava como carro para a família. Por isso criamos um carro novo que atende essa expectativa: um carro para ser compartilhado com os amigos, um carro com mais espaço interno para as pessoas e mais espaço para colocação de objetos, além de vir mais equipado, oferecendo mais conforto aos passageiros", explicou Lélio Ramos, diretor Comercial da montadora.

O diretor da Fiat mostra números de mercado para comprovar a sua confiança no crescimento das vendas com o lançamento da nova versão: ele diz que o segmento AB, onde está posicionado o Palio 2012, foi o que mais cresceu nos últimos anos, e vai continuar crescendo.

"O Palio novo é uma grande oportunidade para a Fiat", assegurou Lélio Ramos.

O Palio novo é 3,1cm mais largo, seis centímetros mais alto e 2,8 cm mais comprido que o anterior, além de ter o entreeixos 4,7cm maior, o que amplia o espaço interno.

Os números parecem insignificantes se tomados individualmente, mas o resultado é significativo. Aumentou, por exemplo, o espaço entre os ombros dos passageiros de trás, item importante para uma viagem tranquila. Houve um aumento de 8% no que os técnicos chamam de "volumetria interna", que define o espaço que os ocupantes têm para movimentar o corpo e a cabeça.

Foi feito também um trabalho de redução de peso da carroceria, que está 15% mais leve. Isso foi possível como uso de materiais leves de alta resistência. O peso final do carro não foi reduzido porque ele ganhou novos equipamentos, entre eles, quatro airbags, sendo dois frontais e dois laterais.

Os aspectos de silêncio e a vibração também receberam um tratamento especial. O carro tem menor vibração da carroceria e menor ruído interno, o que aumentou o índice de articulação, isto é: a capacidade das pessoas conversarem com o carro em movimento.


 

Os preços:

Actrative 1.0 R$ 30.990,00 
Actrative 1.4 R$ 34.290,00 
Essence 1.6 mecânico R$ 37.990,00 
Essence 1.6 Dualogic R$ 40.490,00 
Sporting1.6 mecânico R$ 39.990,00 
Spoting 1.6 Dualogic R$ 42.490,00

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 13h14


03/11/2011

Vendas de motos tiveram queda em outubro

As vendas de motos tiveram queda em outubro, tanto em relação com o mês passado quanto a outubro de 2010. Comparando com setembro deste ano a queda foi de 16% e na comparação com o mesmo mês do ano passado houve uma queda de 3%. No mês passado foram vendidas 146.110 motos no mercado brasileiro.

As vendas diárias sofreram uma retração de 12%. Foram 7.290 motos vendidas em média, por dia. Em setembro foram 8.308.

No acumulado do ano os número são positivos, com crescimento de 9% em comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro até outubro foram comercializadas 1.580.156 unidades. No ano passado eram 1.448.020 unidades.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 17h06


Kia Motors terá terceira fábrica na China

A Kia vai construir sua terceira fábrica na China. O anúncio foi feito pela empresa nesta quarta-feira, argumentando que a decisão foi tomada para atender à crescente demanda local. A cerimônia de assinatura do memorando de entendimento teve a participação de funcionários oficiais do governo chinês e representantes da Kia Motors Corporation.

A fábrica terá capacidade para produzir 300 mil unidades por ano. Com isso a empresa passará de 430 mil para 730 mil unidades fabricadas anualmente. O início da construção deve acontecer no final de 2012.

A nova fábrica ficará localizada a cinco quilômetros da segunda fábrica da Kia, na Zona de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Yancheng. Com isso a Kia poderá aproveitar a infraestrutura da fábrica já existente para auxiliar a nova, que deve começar a produzir no final de 2014.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 17h05


Queda de vendas não reflete a realidade: "o mercado vai muito bem"

-- Culpa da queda de vendas foi o semi-feriado de sexta-feira

-- Segunda-feira (normalmente o pior dia da semana) foram vendidos 15,3 mil carros

O presidente da Fenabrave, Sergio Reze, criticou a leitura apressada feita por alguns veículos de comunicação do balanço de vendas em outubro. Disse que não se pode concluir que o mercado está em queda porque as vendas foram 10,2% menores do que em setembro.

Foram vendidos em outubro 263.817 carros e comerciais leves, contra 293.649 unidades em setembro.

No acumulado do ano as vendas continuam em alta: de janeiro a outubro foram vendidos 2.791.022 unidades, contra 2.656.086 no mesmo período do ano passado. Houve um crescimento, portanto, de 5,08%.

Sérgio Reze explicou que é preciso considerar que o mês de outubro teve, de fato, apenas 19 dias úteis, porque a sexta-feira 28 foi ponto facultativo - Dia do Funcionário Público - e a maioria dos Detrans (que fazem os licenciamentos) não funcionou. De fato, na última sexta-feira do mês normalmente as vendas explodem, chegam a mais 20 mil licenciamentos. E no dia 28 foram apenas quatro mil.

Considerando 19 dias úteis, a média diária de vendas foi de 13.887 unidades, o terceiro melhor desempenho do ano com uma queda de apenas 0,7% em relação ao mês anterior.

"Não é verdade que as vendas caíram. Não há a menor razão para se preocupar com o setor, que vai muito bem", reagiu Sérgio Reze.

As boas vendas de segunda-feira (1) comprovam a tese do presidente da Anfavea. A segunda-feira normalmente é o pior dia da semana, mas dia 1 foram licenciados 15.334 carros e comerciais leves. São os carros vendidos no mês passado que, por dificuldade de licenciamento na sexta-feira, formam registrados apenas ontem. A média de vendas numa segunda-feira comum é de pouco mais de dez mil unidades.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 16h11


Chevrolet: 209 milhões de veículos em 100 anos de vida

A Chevrolet, principal marca da GMC, comemora hoje (3) 100 anos de história, num momento de recuperação e expansão, principalmente nos países do Bric - China, Brasil, Rússia e Índia.

Nesses cem anos, a Chevrolet vendeu nada menos do que 209 milhões de veículos, entre carros de passeio e veículos comerciais. No ano passado a Chevrolet foi a quarta marca mais vendida no mundo, com 4,26 milhões de carros e comerciais leves vendidas em 130 países.

 

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h32


Os novos carros no ranking dos mais vendidos

-- Veloster, Duster, Cruze e Cinquecento vendem quase duas mil unidades em outubro.
-- Mas nenhum deles superou a velha Kombi, que vendeu 2.91 unidades.
-- Veja o ranking dos 80 carros mais vendidos no mês

O consumidor está mesmo em busca de novidades. Os últimos lançamentos tiveram bom desempenho de vendas em outubro, alguns deles sem nem mesmo terem completado o mês cheio de vendas.

O sedã Cruze da GM, o Hyundai Veloster, o Fiat Cinquecento e o Renault Duster venderam em torno de duas mil unidades, um bom volume para carros que estão apenas chegando ao mercado e em faixas de preço superiores. O Nissan March vendeu pouco mais de mil em seu primeiro mês.

Mesmo assim, não conseguiram vender mais do que a velha Kombi (2.091 unidades em outubro), que já tem a morte anunciada para 2014, quando todos os carros no Brasil terão que ter airbags e sistema de freios ABS, mas continua enchendo de dinheiro o caixa da Volkswagen. O fenômeno Kombi é incomparável.

Os recentes lançamentos estão disputando um consumidor que busca novidades e para isso, se preciso, muda de marca e de tipo de carro.

O Veloster, na esteira da grande campanha publicitária da Hyundai que valoriza o carro de três portas laterais, vendeu 1.929 unidades em seu primeiro mês no mercado. O Duster, primeiro utilitário esportivo da Renault, ajudou a marca a crescer em participação este mês, aproximando-se da Ford. O Duster vendeu 1.738 unidades em outubro.

Duas marcas tradicionais, Fiat, e GM, mas com carros novos, também tiveram bom desempenho no mês passado: o Cruze, que substitui o Vectra, vendeu 2.034 unidades, e o Fiat Cinquecento encerrou o mês com 1.035 unidades vendidas.

Na lista dos dez primeiros colocados no ranking, destaque para o Agile, que no mês passado sequer esteve na lista dos dez mais e desta vez ficou a nona posição, na frente de Voyage, Saveiro e Siena.

Veja a lista dos 80 carros mais vendidos em outubro.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 11h05


01/11/2011

A recuperação das japonesas e o rapel da Peugeot

No topo do ranking de vendas por marca, o mês de outubro não apresentou novidades. Fiat na frente, seguida de perto pela Volkswagen e logo em seguida a GM. A Ford também se mantém na quarta posição, mas está cada vez mais ameaçada pela Renault, que ficou com 7% de participação no mês, contra 8,6% da Ford.

O que vale destacar é a recuperação das japonesas Honda e Toyota, que desde o início do mês retomaram o volume tradicional de vendas diárias, encerrando a má fase registrada com o tsunami e terremotos no Japão, que destruíram fábricas e reduziram a remessa de peças para as unidades brasileiras.

A Toyota vendeu 8.651 unidades e ficou em sétimo lugar, atrás da Hyundai, que também se recuperou do mau desempenho de setembro. A Honda ficou na nona posição, com 6.348 carros vendidos, tendo sido superada apenas no último dia no mês pela Peugeot, que fez um rapel de fazer inveja às grandes.

Em apenas um dia a marca francesa, que está se especializando em dobrar o volume licenciamento no último dia do mês, vendeu 1.020 unidades, o que lhe garantiu a oitava posição no ranking e uma participação de 2,47% nas vendas.

O rapel é o nome que se dá ao crescimento exagerado das vendas nos últimos dias do mês, provocado com o objetivo de fechar o período com a maior participação possível.

A Citroën, com 6.230 unidades e 2,4% do mercado, fecha o ranking das dez marcas mais vendidas em outubro.

Veja as 30 marcas de carros e comerciais leves mais vendidas em outubro

 

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Por Joel Leite às 18h12


Vendas caem 10,2% em outubro

- Foi o pior desempenho dos últimos oito meses: vendas só são melhores que janeiro e fevereiro.

As vendas de carros e comerciais leves caíram 10,2% em outubro, conforme previsto ontem, com o pior volume desde o mês de fevereiro. Foram vendidos em outubro 263.817 carros e comerciais leves, conforme números provisórios do Renavam. Em setembro foram vendidas 293.649 unidades.

As vendas diárias também tiveram queda expressiva: foram 13.191 carros por dia em outubro, contra 13.983 no mês anterior.

No acumulado do ano as vendas continuam em alta: de janeiro a outubro foram vendidos 2.791.022 unidades, contra 2.656.086 no mesmo período do ano passado. Houve um crescimento, portanto, de 5,08%.

MêsVendasDias úteisVendas diárias
Setembro293.649       21     13.983
Outubro263.817       20     13.191

 

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 17h48


Renault faz carro popular na Índia

A Renault está lançando na Índia um pequeno utilitário esportivo de baixo custo, feito com base no Nissan Micra (que também é vendido no país). Trata-se do Renault Pulse, que será oferecido em apenas uma versão, com motor 1.5 turbo diesel de 65 cavalos de potência.

O objetivo da Renault é atender a forte demanda por carros de entrada, de baixo custo no país, que, com quase um bilhão de habitantes, tem um enorme potencial de crescimento, o maior entre os países do Brics.

Segundo o fabricante, o Pulse roda 23 km/l.

Por enquanto o Pulse só será comercializado na Índia, mas não se descarta a possibilidade de, no futuro, ser oferecido em outros mercados emergentes.

A empresa não divulgou o preço do carro.

Joel Leite 
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Por Joel Leite às 09h39


Sobre o autor

Joel Silveira Leite é jornalista e pós graduado em Semiótica e Meio Ambiente. Diretor da Agência de Notícias AutoInforme, responde pelos sites Auto Informe e Eco Informe. Joel apresenta o Boletim AutoInforme nas rádios Bandeirantes, Band News e Sulamérica Trânsito. É colunista em várias publicações.

Sobre o blog

O blog apresenta uma visão do mundo dos automóveis e dos homens. É um veículo que não tem compromisso com a imparcialidade e a isenção (como os outros dizem que têm) além de tratar de assuntos como política, sociedade, meio ambiente, mídia, gastronomia.

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